
Após a rejeição do seu nome ao STF, Jorge Messias não ficou isolado. Pelo contrário. Nos bastidores, recebeu ligações e mensagens de ao menos oito ministros da Corte - um movimento que mostra que, apesar da derrota política no Senado, ele segue bem relacionado dentro do Supremo.
Entre os que procuraram Messias estão nomes de peso. Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Todos, segundo apuração do Portal Metropoles, buscaram prestar solidariedade. Um gesto que, na prática, funciona como um recado silencioso: a derrota foi política, não pessoal.
Mas nem todos tiveram retorno.
Alexandre de Moraes também tentou contato. Mandou mensagem, ligou… e ficou no vácuo. Não por mágoa, segundo o próprio Messias. Mas por estratégia.
A lógica é clara. Tem conversa que não se resolve por WhatsApp. Tem coisa que exige olho no olho. Para “fumar o cachimbo da paz”, como dizem nos bastidores, Messias quer um encontro direto, reservado, sem intermediários.
E isso diz muito.
Num ambiente onde cada palavra pesa e cada gesto tem leitura política, escolher o silêncio também é uma forma de falar. E, nesse caso, o silêncio de Messias com Moraes não soa como ruptura. Soa como cálculo.
No fim, o episódio escancara o jogo real do poder:
derrotas públicas nem sempre significam isolamento nos bastidores.
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