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Polícia FEMINICÍDIO

Homem mata mulher e filha presencia o crime dentro de casa

Caso em São Bernardo expõe a brutalidade do feminicídio e reflete o avanço da violência no país

02/05/2026 às 12h54
Por: Redação GH1
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A filha da vítima, de 22 anos, viu a mãe sendo morta - Foto: Reprodução
A filha da vítima, de 22 anos, viu a mãe sendo morta - Foto: Reprodução

O caso em São Bernardo do Campo é daqueles que chocam e deixam marca. Um homem matou a própria esposa a tiros dentro de casa, após uma discussão, e a filha da vítima presenciou tudo. A cena é brutal, íntima e reveladora. Não aconteceu na rua, não foi em um assalto, foi dentro do lar. O lugar que deveria ser seguro virou cenário de execução.

E o mais duro é perceber que isso não é exceção. Está virando rotina.

Se a gente olhar os números, a coisa assusta. É como aquele vazamento pequeno que ninguém conserta e, de repente, vira uma enchente.

Lá atrás, entre 2020 e 2022, o Brasil já registrava mais de 1.300 feminicídios por ano. Já era grave. Já era inaceitável. Mas, ao invés de cair, o número subiu.

De 2023 pra cá, o país entrou num novo patamar. Passou fácil dos 1.400 casos por ano. E não é pico isolado, não. É estabilidade lá em cima. É como se o absurdo tivesse virado normal.

E aqui entra a ferida.

Se o discurso é de amor, de reconstrução, de pacificação, por que os números seguem na direção oposta? Como é que o “amor venceu”, mas a violência também venceu junto?

Não fecha.

É como dizer que a casa está em ordem enquanto o telhado continua pingando dentro da sala.

E não para por aí.

Além do feminicídio, outros crimes letais também cresceram. A violência contra homossexuais, por exemplo, segue escalando. É como se a intolerância estivesse correndo solta, sem freio, sem consequência real.

O que se vê é um país onde o discurso vai por um caminho e a realidade vai por outro.

E a realidade é dura.

Mulheres continuam morrendo dentro de casa, muitas vezes por quem dizia amar. Homossexuais continuam sendo alvo de violência brutal. Famílias continuam sendo destruídas.

E a resposta?

Sempre depois. Sempre correndo atrás. Sempre enxugando gelo.

Distribui campanha, faz discurso, cria programa… mas o problema continua ali, firme, como mato que cresce mais rápido do que se consegue cortar.

O caso de São Bernardo é só o retrato mais recente. Mas o filme é antigo. E está passando em looping.

No fim das contas, a pergunta é simples e incômoda.

Se os números pioram, se a violência cresce, se as mortes aumentam… o que, de fato, está dando errado?

Porque quando o discurso é bonito, mas o resultado é feio, alguma coisa não está funcionando.

E não adianta maquiar número.

A realidade sempre aparece.

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A NOTÍCIA E O FATO
A NOTÍCIA E O FATO
Sobre Douglas Ferreira é multimídia. Além de jornalista, é bacharel em Direito. Foi repórter da TV Clube, afiliada da Rede Globo, por 10 anos e, em Caxias, no Maranhão, apresentou o programa “Fala Caxias”. Fundou e dirigiu por seis anos a Folha do Cocais. Foi secretário de Comunicação da Prefeitura de Caxias e retornou a Teresina como âncora da TV Meio Norte. Por 20 anos, reportou e apresentou na TV Antena 10, afiliada da Record. Também foi assessor de imprensa do Tribunal de Justiça do Piauí e passou por rádios e pelos maiores portais do Estado. Sua vida é o jornalismo. No Sistema Move de Comunicação, foi editor do Portal Move Notícias e apresentador do Business Cast, do canal movetvweb no YouTube. Agora, está à frente do Gazeta Hora1.
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