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Justiça PRISÃO PREVENTIVA

Mendonça mantém prisão de sócio oculto do Careca do INSS

Ministro do STF nega pedido de flexibilização e aponta risco processual, atuação internacional e gravidade das investigações como fundamentos da decisão

01/05/2026 às 12h39
Por: Douglas Ferreira
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 Tiago Schettini sócio oculto do Careca do INSS - Foto: Reprodução
Tiago Schettini sócio oculto do Careca do INSS - Foto: Reprodução

Mais um capítulo de um enredo que o brasileiro já conhece bem, e, infelizmente, de cor.

Estamos falando de um esquema que envolve fraudes contra aposentados do INSS. Gente simples, muitas vezes vulnerável, tendo seus benefícios corroídos por descontos indevidos. E, no meio disso tudo, nomes, conexões e tentativas claras de ocultação.

O empresário Tiago Schettini Batista aparece como peça-chave. Apontado pela Polícia Federal como sócio oculto do chamado “Careca do INSS”, ele estaria por trás de estruturas utilizadas para operacionalizar o esquema.

E o detalhe que chama atenção: não é amadorismo, não.

As mensagens reveladas mostram consciência do risco, tentativa de esconder o nome, preocupação com investigações e até com dívidas. Em bom português: sabia onde estava pisando.

“Se entrar meu nome, complica”.

Complica por quê? Porque há histórico. Porque há rastro. Porque há investigação.

E mesmo assim, a defesa tentou o caminho já conhecido: substituir a prisão preventiva por medidas cautelares.

A velha tentativa de aliviar. Mas, desta vez, não colou.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, analisou o caso e foi direto: não há espaço para flexibilização.

E o motivo é simples, e técnico. Capacidade econômica, atuação internacional, permanência no exterior e gravidade concreta dos fatos.

Tudo isso, somado, não reduz risco. Aumenta.

A alegação de que não houve fuga? Insuficiente. Porque estar fora do país, com ordem de prisão em aberto, por si só já acende o alerta.

Resultado: prisão preventiva mantida.

Sem atalho. Sem jeitinho. Sem concessão.

Num cenário onde muitas decisões do Judiciário são questionadas, criticadas e colocadas sob suspeita, esse episódio chama atenção por um motivo específico.

Mostra que ainda existe resistência. Mostra que ainda há critério. E, sobretudo, mostra que ainda há quem leve a toga a sério.

O ministro André Mendonça, neste caso, é a prova de que ainda existe, sim, um resquício de seriedade, compromisso e senso de justiça dentro do Supremo Tribunal Federal.

E, convenhamos… Num ambiente tão desgastado, isso já não é pouca coisa.

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