
A Samsung fez um alerta que preocupa o mercado global: a indústria de semicondutores pode enfrentar uma escassez severa a partir de 2027. Segundo executivos da companhia, a rápida expansão da infraestrutura de inteligência artificial está elevando a demanda por chips em um ritmo que a produção não consegue acompanhar.
O aviso foi reforçado por Kim Jaejune durante uma conferência com analistas. Ele destacou que o desequilíbrio entre oferta e demanda tende a piorar nos próximos anos. Para se antecipar ao problema, a empresa já começou a firmar contratos de longo prazo com clientes que querem garantir fornecimento, em meio a uma disputa global por capacidade produtiva.
A corrida pela inteligência artificial é o principal motor dessa pressão. Empresas como Nvidia, Microsoft, Alphabet e Amazon seguem ampliando investimentos em data centers, exigindo chips mais avançados. Com isso, fabricantes estão priorizando componentes de alto desempenho, o que reduz a oferta de peças usadas em celulares, computadores e outros eletrônicos.
Os efeitos já começaram a aparecer. A divisão de celulares da Samsung registrou forte queda no lucro, pressionada pelo aumento no custo de componentes. O mesmo ocorreu no setor de telas, que também sofreu retração. Em contrapartida, a área de semicondutores teve lucro recorde e passou a concentrar quase todo o ganho da empresa. A tendência é de preços mais altos para o consumidor e pouca melhora no curto prazo, enquanto o setor tenta equilibrar uma demanda crescente com limitações estruturais na produção.
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