
O aumento no preço da arroba do boi gordo traz um cenário promissor para o setor pecuarista brasileiro. Com o valor atingindo até R$ 280 em algumas regiões, impulsionado por exportações aquecidas e a entressafra, os pecuaristas veem uma oportunidade de recuperar margens de lucro, que há tempos vinham pressionadas por custos operacionais e baixa oferta de animais prontos para abate.
As exportações de carne bovina in natura seguem em ritmo acelerado, com o Brasil projetando recordes históricos no volume de embarques. Até a terceira semana de setembro, o país exportou 185,5 mil toneladas de carne, um aumento de 26,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Para o mês, são esperadas 240 mil toneladas exportadas, o que consolidaria mais um marco para o setor. Esse desempenho coloca o Brasil em destaque no cenário internacional, especialmente no mercado chinês, um dos principais destinos da carne brasileira.
A valorização da arroba também reflete uma demanda crescente no mercado interno, com frigoríficos ajustando preços para atender tanto ao consumo doméstico quanto às exportações. Em São Paulo, por exemplo, o boi gordo “comum” já está sendo comercializado a R$ 265/@, enquanto o boi destinado ao mercado chinês, mais jovem e com até 30 meses, alcança R$ 270/@. As regiões pecuárias de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também acompanham essa tendência de alta, com preços competitivos.
A forte demanda externa, combinada à desvalorização do real frente ao dólar, favorece ainda mais as exportações, tornando a carne bovina brasileira atraente no mercado internacional. O resultado é uma pressão positiva nos preços, que deve se manter ao longo do curto prazo, com projeções de novas altas, especialmente no mercado futuro, onde o contrato de novembro de 2024 já registra R$ 278,90/@.
Com esse cenário, o setor pecuarista vive um momento de recuperação e expansão, com perspectivas de crescimento impulsionadas pela alta valorização da carne bovina no mercado externo. As exportações em volume recorde e a restrita oferta de boiadas gordas criam um ambiente favorável para o pecuarista, que consegue lucrar mais enquanto a demanda internacional e interna se mantêm aquecidas.
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