
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta feira a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Foram 16 votos favoráveis e 11 contrários, após uma sabatina que durou cerca de oito horas. Com o resultado, o nome segue agora para o plenário, onde precisará de pelo menos 41 votos para ser confirmado.
O placar na comissão já era esperado pela base do governo. O líder governista Randolfe Rodrigues afirmou que o resultado ficou dentro das previsões, enquanto o presidente da CCJ, Otto Alencar, também avaliou a votação como natural. Ainda assim, há cautela entre aliados, já que o cenário no plenário costuma ser mais imprevisível e exige maior articulação política.
Durante a sabatina, Messias defendeu a separação entre os Poderes e criticou o que chamou de ativismo judicial. Ele afirmou que o Supremo não deve agir como um árbitro constante da política, mas também não pode se omitir diante de temas relevantes. O indicado também se posicionou contra o aborto, assunto que costuma dividir opiniões no Senado.
A etapa final deve funcionar como um teste de força para o governo. O relator da indicação, senador Weverton Rocha, chegou a apostar que Messias pode alcançar 48 votos no plenário. Segundo ele, o presidente Lula teria indicado que não pretende apresentar outro nome em caso de rejeição, o que aumenta o peso político da votação entre governo e oposição.
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