
A semana passada foi marcada por graves e trágicos episódios de violência doméstica, que escancararam a brutalidade a que muitas mulheres continuam submetidas. O primeiro caso a ganhar repercussão foi o da jovem jornalista Yara Ataide, que denunciou o ex-marido, Gilvan Freitas Rodrigues, por agressões físicas. As provas são contundentes: vídeos registram o momento das agressões, que deixaram a todos perplexos. Mas isso foi apenas o começo de uma série de acontecimentos terríveis.
No sábado (21), um coronel da Polícia Militar da reserva foi acusado de agredir a esposa em um episódio de violência doméstica ocorrido na zona Norte de Teresina. Poucos detalhes foram divulgados sobre o caso, e o estado de saúde da vítima permanece desconhecido. A Corregedoria da PM já iniciou as investigações para apurar os fatos, mas ainda sem muitos esclarecimentos.
Entretanto, nada se compara à tragédia vivida por Lidiane Campelo dos Santos, de 37 anos. Ela foi brutalmente espancada pelo companheiro, José Carlos da Silva Abreu, no domingo (22), e, infelizmente, não resistiu aos ferimentos, vindo a falecer na manhã desta segunda-feira, 23. O crime ocorreu em Lagoa do Piauí, na região metropolitana de Teresina, após uma discussão entre o casal no Riacho Seriema. Testemunhas relataram que o desentendimento rapidamente se transformou em violência, e Lidiane acabou sendo bastante agredida.
Após o ataque, Lidiane foi socorrida e levada a um hospital local, mas devido à gravidade dos ferimentos, foi transferida para o Hospital de Urgência de Teresina - HUT. Lidiane foi atendida no HUT, medicada e recebeu alta. Entretanto a jovem mulher não resistiu e veio a óbito. José Carlos da Silva Abreu, o autor da agressão, está foragido, e o caso está sendo investigado pela Delegacia de Demerval Lobão.
O assassinato de Lidiane levanta novamente a inquietante questão: o que leva tantos homens a agredirem e, em casos extremos, matarem as próprias companheiras? Este triste episódio é mais um reflexo de uma realidade que atinge milhares de mulheres diariamente, e coloca em evidência a necessidade urgente de políticas mais eficazes para combater a violência doméstica e proteger as vítimas.
O corpo de Lidiane Campelo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal - IML, de Teresina. A família agora, aguarda a liberação para dar o último adeus à vítima de mais um crime brutal, que escancara o flagelo da violência de gênero no Brasil.
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