
O Ministério Público de São Paulo mudou de posição e pediu o arquivamento da ação contra o influenciador Monark por declarações feitas em 2022 durante o Flow Podcast. Inicialmente, a Promotoria pedia indenização de R$ 4 milhões por danos morais coletivos, alegando teor antissemita nas falas.
Na nova manifestação, o MP-SP avaliou que, apesar de inadequadas, as declarações não configuraram apologia ao nazismo nem incentivo à discriminação. Segundo o promotor, o influenciador apresentou uma visão considerada equivocada sobre os limites da liberdade de expressão, mas sem intenção de promover ódio ou violência.
O órgão destacou que a fala ocorreu durante um debate espontâneo e amplo sobre liberdade de pensamento. Ao longo da conversa, Monark também fez críticas ao nazismo, classificando a ideologia de forma negativa, o que pesou na reavaliação do caso.
Para o Ministério Público, não houve elementos suficientes que caracterizem discurso de ódio ou incitação concreta contra judeus. Com isso, a Promotoria de Direitos Humanos passou a defender que a ação seja julgada improcedente pela Justiça.
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