
O ativista brasileiro Thiago Ávila foi impedido de entrar na Argentina na última terça-feira (31) e recebeu ordem de deportação após desembarcar no aeroporto Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires. A informação foi divulgada por pessoas próximas ao ativista nas redes sociais, que relataram que ele foi retido ainda na área de imigração.
De acordo com a agência EFE, Thiago Ávila viajou ao país para participar do anúncio da delegação local da chamada Flotilha Global Sumud, iniciativa internacional que pretende organizar uma nova missão marítima com destino à Faixa de Gaza. Após a chegada, no entanto, ele foi informado pelas autoridades argentinas de que não teria autorização para ingressar no território.
Até o momento, a Direção Nacional de Migrações e o Ministério da Segurança da Argentina não esclareceram oficialmente os motivos da decisão. A deputada argentina Mónica Schlotthauer afirmou que, tecnicamente, o caso pode ter sido enquadrado como “falso turismo”, hipótese utilizada quando há suspeita de divergência entre o motivo declarado da viagem e a real intenção do visitante.
Segundo Lara Souza, esposa do ativista, agentes informaram que havia um alerta relacionado ao passaporte de Ávila e que ele “não era bem-vindo” no país. Enquanto ela e a filha foram autorizadas a entrar na Argentina, o brasileiro permanece sob custódia aguardando deportação. Ávila tinha viagem prevista para a Espanha nesta quarta-feira (1º), de onde seguiria para uma nova expedição rumo a Gaza, que deve reunir mais de 100 embarcações e cerca de 3 mil participantes.
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