
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou que juízes precisam responder por seus erros, assim como políticos e gestores públicos. A declaração foi dada em meio às investigações que citam ministros da Corte em possíveis relações com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo Fachin, reconhecer falhas e aceitar críticas é essencial para manter a confiança da população no sistema de Justiça.
Durante conversa com jornalistas, o ministro também defendeu a criação de um código de ética para o tribunal. Embora admita a dificuldade de estabelecer punições diretas para ministros, ele acredita que as regras podem gerar um “constrangimento positivo”, incentivando o cumprimento das normas. Para Fachin, o mais importante é mostrar à sociedade que o próprio STF é capaz de corrigir seus problemas internos.
Outro tema abordado foi o futuro do Inquérito das Fake News. Fachin revelou que tem conversado com outros ministros, incluindo o relator Alexandre de Moraes, sobre a possibilidade de encerrar a investigação. Apesar disso, ainda não há prazo definido, e o ministro destacou que o diálogo interno é o caminho mais adequado antes de qualquer decisão.
O inquérito foi aberto em 2019 por iniciativa do então presidente do STF, Dias Toffoli, e teve papel relevante, segundo Fachin, na "defesa das instituições democráticas". No entanto, ele ponderou que é preciso avaliar o momento atual, afirmando que medidas necessárias no passado podem se tornar excessivas com o tempo. “Todo remédio, dependendo da dose, pode virar veneno”, resumiu.
Já não nasceu como veneno esse inquérito?
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