
O ex-ministro Ciro Gomes fez críticas à situação fiscal do Piauí, destacando o volume de empréstimos contraídos pelo estado nos últimos anos. Segundo ele, a partir de 2023, o estado, com cerca de 3 milhões de habitantes, teria acumulado mais de R$ 18 bilhões em financiamentos, o que, em sua avaliação, chama atenção pelo tamanho proporcional da dívida.
Durante a fala, Ciro comparou os números com São Paulo, que, mesmo com população e economia muito maiores, teria contratado cerca de R$ 22 bilhões no mesmo período. Ele utilizou a analogia de uma família para ilustrar o cenário, afirmando que a situação se assemelha a alguém que assume dívidas acima da sua capacidade de pagamento.
O ex-ministro também destacou o impacto direto da dívida no orçamento estadual, afirmando que o Piauí estaria gastando cerca de R$ 2,4 bilhões por ano com juros e amortizações. Segundo ele, esse compromisso financeiro ocorre antes mesmo da aplicação dos recursos em investimentos ou melhorias de serviços públicos.
Ciro ainda mencionou um déficit de aproximadamente R$ 1,2 bilhão em 2025, classificando o cenário como um alerta grave para as contas públicas. Ele relacionou a situação ao longo período de gestão do Partido dos Trabalhadores no estado e citou a atual administração do governador Rafael Fonteles ao defender a necessidade de mudança na condução econômica para garantir equilíbrio fiscal no futuro.
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