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O controle do crime organizado no interior do Brasil: facções impõem medo e terror em cidades de Mato Grosso

Comando Vermelho ordena mortes de quem desafia seu domínio; soldado do Exército e duas irmãs são vítimas brutais da guerra entre facções

21/09/2024 às 11h19 Atualizada em 21/09/2024 às 11h40
Por: Douglas Ferreira Fonte: Com informações Metrópoles
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O soldado Tiago foi vítima do CV como as irmãs Rayane e Rithiele Porto - Foto: Reprodução
O soldado Tiago foi vítima do CV como as irmãs Rayane e Rithiele Porto - Foto: Reprodução

O avanço do crime organizado no Brasil tem atingido não apenas grandes centros urbanos, mas também pequenas e médias cidades do interior. No oeste do Mato Grosso, a facção Comando Vermelho (CV) domina e impõe suas regras à sociedade local, ameaçando e executando sumariamente aqueles que se recusam a seguir suas ordens ou que se alinham ao grupo rival, o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Foi o que aconteceu em Cáceres, onde o soldado do Exército Brasilleiro, Thiago de Brito de Almeida, de 19 anos, teve sua vida brutalmente interrompida. Sem qualquer envolvimento com facções criminosas, Thiago foi morto a tiros em janeiro de 2022, a mando do líder do CV, Norivaldo Cebalho Teixeira, também conhecido como "Véio", que controla as operações da facção na região mesmo preso. A ordem foi dada simplesmente porque Thiago usava uma camisa do Flamengo, considerada suspeita pelos criminosos.

Norivaldo, que já está preso por envolvimento na morte de Thiago, foi recentemente apontado como o mandante das execuções de Rayane Alves Porto, candidata a vereadora, e sua irmã Rithiele Alves Porto. As duas foram torturadas e assassinadas em setembro de 2023, também por uma suposta associação ao PCC, motivada por uma simples foto nas redes sociais.

Esses casos ilustram o clima de terror vivido nas regiões dominadas pelo CV, onde a população é forçada a escolher entre submissão ao crime organizado ou o risco de perder a vida. Mesmo com seus líderes presos, a facção mantém controle absoluto, e a guerra entre facções continua a devastar famílias e comunidades no Mato Grosso.

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