
O piauiense Ronaldo Silva, de 35 anos, natural do município de Pedro II, retornou ao Brasil após quase três meses lutando na Guerra entre Rússia e Ucrânia. Ele havia se alistado para atuar ao lado do exército ucraniano e chegou recentemente à casa da família, onde foi recebido com emoção pelos parentes.
Segundo Ronaldo, o reencontro com os familiares foi um momento marcante. Ele contou que só ao chegar percebeu o quanto a família estava preocupada com sua ausência. “Quando cheguei, todos estavam reunidos. Foi quando a ficha caiu. Para mim era meu trabalho, mas não sabia que minha família estava sofrendo tanto”, relatou.
Após a experiência no conflito, Ronaldo afirmou que pretende retomar a atividade que exercia antes de se alistar: trabalhar em navios de cruzeiro. Ele explicou que deve passar um período treinando e descansando para se recuperar do estresse vivido durante os meses em zona de guerra.
A decisão de ir para a Ucrânia surgiu após ele acompanhar vídeos sobre o conflito e ter contato com ucranianos enquanto trabalhava em cruzeiros. Depois de uma primeira tentativa frustrada, quando chegou a ser deportado durante a viagem, Ronaldo conseguiu ir ao país com o apoio de uma brigada internacional. No front, ele enfrentou situações de alto risco, com ataques de drones, minas terrestres e combates noturnos.
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