
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na última terça-feira (10) o arquivamento do inquérito que investigava o empresário Elon Musk por supostos crimes de obstrução à Justiça, organização criminosa e incitação ao crime. A decisão foi tomada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmar que não encontrou provas suficientes para sustentar uma denúncia criminal contra o bilionário.
O caso chamou atenção desde o início porque envolvia a investigação de um empresário estrangeiro diretamente no Supremo Tribunal Federal. Especialistas costumam apontar que investigações desse tipo normalmente começam na primeira instância da Justiça, onde são produzidas as provas e conduzidas as apurações iniciais, antes de eventualmente chegar aos tribunais superiores.
A investigação havia sido aberta em abril de 2024 após declarações feitas por Musk na rede social X, antiga Twitter. Na época, o ministro avaliou que as manifestações poderiam estimular o descumprimento de decisões judiciais no Brasil. O inquérito também buscava apurar se a plataforma teria deliberadamente desrespeitado ordens de bloqueio de perfis determinados pelo STF e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No entanto, após meses de investigação conduzida pela Polícia Federal, a PGR concluiu que não foram encontradas evidências que comprovassem tentativa deliberada de usar a plataforma para desafiar decisões do Judiciário brasileiro. Com isso, o próprio Ministério Público pediu o arquivamento do caso, encerrando um processo que começou com forte repercussão, mas terminou sem provas que sustentassem as suspeitas iniciais.
Coisas de Alenxandre de Moraes.
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