
Um candidato de 25 anos foi desclassificado do concurso para Delegado da Polícia Civil de Minas Gerais após não conseguir completar uma das etapas do Teste de Aptidão Física (TAF). Matheus Menezes Matos participou de todas as fases anteriores do certame e chegou à etapa física, mas acabou eliminado após não atingir o desempenho exigido na prova de impulsão horizontal.
Segundo a Instituição Nacional de Nanismo, que comentou o caso nas redes sociais, Matheus foi submetido a um salto mínimo de 1,65 metro, exigência considerada incompatível com sua condição física. A entidade defende que candidatos com deficiência devem passar por avaliações individualizadas, com critérios adaptados ou substituição de provas quando necessário, garantindo igualdade de condições sem comprometer o objetivo do exame.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou, em nota, que o concurso oferecia 54 vagas, sendo 10% destinadas a pessoas com deficiência, conforme a legislação. O órgão destacou que Matheus foi aprovado nas provas objetiva, dissertativa, oral e nos exames médicos, mas acabou reprovado na etapa biofísica. De acordo com a corporação, os testes físicos fazem parte dos requisitos do cargo, que exige preparo para perseguições, superação de obstáculos e participação em operações policiais.
Após a repercussão do caso, a defesa do candidato afirmou que Matheus e sua família passaram a receber ataques e comentários ofensivos nas redes sociais. Em nota, os advogados reforçaram que o debate sobre o tema é legítimo, mas precisa ocorrer com respeito e sem manifestações discriminatórias, destacando que medidas legais poderão ser tomadas contra eventuais ofensas.
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