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Agro INOVAÇÃO

Estudo inova na produção de bioinseticidas utilizando resíduos da agroindústria

UFG e Embrapa revelam técnica sustentável e econômica para produção do fungo Beauveria bassiana

17/09/2024 às 08h13
Por: Wagner Albuquerque
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 Pesquisa avalia a capacidade de resíduos da agroindústria — Foto: Divulgação/Embrapa
Pesquisa avalia a capacidade de resíduos da agroindústria — Foto: Divulgação/Embrapa

Cientistas da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Embrapa Meio Ambiente desenvolveram uma técnica inovadora para a produção do fungo Beauveria bassiana, amplamente utilizado em inseticidas biológicos. A nova abordagem utiliza proteínas vegetais provenientes de subprodutos agroindustriais como fonte de nitrogênio para a multiplicação do fungo, substituindo o caro e tradicional extrato de levedura.

A eficácia das fontes de nitrogênio vegetal foi testada durante a fermentação líquida do Beauveria bassiana. Os resultados mostraram que essas fontes são capazes de gerar blastosporos, células fungais eficazes no controle de insetos-praga em culturas extensivas como soja, cana-de-açúcar e café.

Segundo Valesca Lima, primeira autora do estudo, a utilização de nitrogênio orgânico proveniente de subprodutos agroindustriais reduz significativamente os custos operacionais da produção. Além disso, essa abordagem contribui para a valorização desses subprodutos ao transformá-los em biopesticidas sustentáveis, sem comprometer a qualidade do bioproduto.

O extrato de levedura, atualmente o padrão ouro para a produção de biopesticidas, custa cerca de US$ 53 por litro. Em contraste, a produção utilizando proteínas vegetais tem um custo inferior a US$ 1 por litro, com a farinha de semente de algodão destacando-se como a melhor fonte de proteína vegetal devido aos seus resultados superiores em termos de produção e eficácia.

A utilização de subprodutos agroindustriais promove práticas mais sustentáveis, convertendo resíduos em produtos valiosos. O farelo de semente de algodão, um resíduo utilizado como ração animal e adubo, foi identificado como uma alternativa eficiente e econômica, contribuindo para a economia circular na cadeia do algodão.

Além disso, os blastosporos produzidos com a nova técnica demonstraram maior tolerância ao calor e à radiação UV-B, e o processo de fermentação foi reduzido para dois a três dias. Os pesquisadores acreditam que essa técnica pode ser aplicada a outras espécies de fungos entomopatogênicos, ampliando o mercado global de biopesticidas e oferecendo uma solução de alto impacto positivo na saúde e no meio ambiente.

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