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Curiosidade SÓ VERGONHA

Novo termo criado para definir descontrole fiscal do Brasil: “brasileirização”

Revista The Economist aponta que combinação de dívida alta, juros elevados e gastos rígidos pode levar países ricos ao mesmo dilema do Brasil

20/02/2026 às 10h18 Atualizada em 22/02/2026 às 12h57
Por: Wagner Albuquerque
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Imagem gerada por Inteligência Artificial
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A revista britânica The Economist acendeu um sinal de alerta ao cunhar o termo “brasileirização” para descrever o risco fiscal que começa a preocupar economias desenvolvidas. Segundo a publicação, países ricos podem passar a enfrentar problemas semelhantes aos do Brasil, como crescimento travado por dívida elevada, despesas obrigatórias crescentes e juros persistentemente altos. O conceito descreve situações em que governos mantêm benefícios populares hoje mesmo sem garantia de financiamento sustentável no futuro.

De acordo com a análise, o Brasil se tornou um exemplo emblemático desse desequilíbrio. Apesar de apresentar indicadores como crescimento moderado e um Banco Central independente, o país convive com custo elevado para financiar sua dívida. Com juros elevados, o governo precisa captar recursos equivalentes a uma fatia significativa do PIB apenas para pagar encargos financeiros, o que limita investimentos e pressiona as contas públicas.

A publicação destaca que o peso da previdência é um dos principais motores do problema. O Brasil gasta proporção semelhante à de países envelhecidos, como o Japão, mesmo tendo uma população relativamente mais jovem. Além disso, despesas rígidas, decisões judiciais que ampliam gastos e renúncias fiscais de longo prazo reduzem a margem de manobra do Orçamento. Esse conjunto cria um cenário em que qualquer tentativa de ajuste enfrenta forte resistência política e institucional.

Para a The Economist, o maior risco é que grandes economias ignorem os sinais iniciais e entrem em trajetória parecida. O alerta menciona especialmente os Estados Unidos, onde pressões sobre o banco central e o crescimento das despesas obrigatórias já acendem luz amarela. A conclusão da revista é direta: sem reformas que enfrentem o avanço estrutural dos gastos, sobretudo previdenciários, países ricos podem se ver diante da mesma escolha difícil que hoje marca a economia brasileira: austeridade profunda ou uma espiral crescente de endividamento.

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