
O Brasil pode encerrar 2025 com um recorde histórico no setor pecuário. Caso o ritmo atual se confirme, o país chegará a 42,3 milhões de cabeças de gado abatidas no ano, o maior volume já registrado. O desempenho é impulsionado principalmente pelo mercado externo, com destaque para a forte demanda da China, principal parceiro comercial do país na carne bovina.
Em janeiro de 2026, o Brasil exportou cerca de 232 mil toneladas métricas de carne bovina fresca para diversos destinos, gerando quase US$ 1,3 bilhão em receita. Desse total, aproximadamente metade, tanto em valor quanto em volume, teve como destino o mercado chinês. Somente para a China, as vendas somaram US$ 650 milhões no mês, crescimento de quase 45% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Apesar do cenário positivo, o setor acompanha com preocupação as novas regras impostas por Pequim. O governo chinês estabeleceu cotas máximas anuais de importação para fornecedores ao longo dos próximos três anos. Volumes que ultrapassarem o limite estabelecido estarão sujeitos a uma sobretaxa de 55%, o que pode reduzir a competitividade da carne brasileira no principal mercado comprador.
Para 2026, a China isentará de tarifas adicionais até 1,106 milhão de toneladas métricas de carne bovina brasileira. Isso representa uma média mensal de cerca de 92 mil toneladas dentro da cota, número inferior às quase 140 mil toneladas mensais exportadas em 2025. Enquanto defensores da medida afirmam que as cotas ajudam a evitar distorções de preços, críticos avaliam que a política pode representar uma interferência significativa nas exportações e trazer incertezas para o agronegócio brasileiro.
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