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Justiça TRIPLO HOMICÍDIO

Justiça remarca audiência de enfermeira acusada de triplo homicídio em Parnaíba

Adiamento ocorre por motivo de saúde da defesa; acusada segue presa e nega autoria

13/02/2026 às 05h12
Por: Douglas Ferreira
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Isabelle Cristina Brandão - Foto: Reprodução
Isabelle Cristina Brandão - Foto: Reprodução

A Justiça do Piauí remarcou para o dia 7 de maio de 2026 a audiência de instrução do processo que apura um triplo crime ocorrido em Parnaíba, em fevereiro de 2023, envolvendo a enfermeira Isabelle Cristina Simplício Brandão e Pedro Jorge do Nascimento Freitas, conhecido como “Pedim”.

Por que a audiência foi remarcada?

A redesignação da audiência foi determinada pela juíza Maria do Perpétuo Socorro Ivani de Vasconcelos, titular da 1ª Vara Criminal de Parnaíba, após pedido da defesa de Pedro Jorge, que alegou impossibilidade de comparecimento por motivo de saúde.

Além disso, a audiência anteriormente marcada para 9 de fevereiro acabou prejudicada por um mutirão do Tribunal do Júri, que impossibilitou a presença do Ministério Público, o que inviabilizou a realização do ato.

A acusada continua presa?

Sim. Isabelle Cristina permanece presa, à disposição da Justiça, desde que foi localizada e capturada no município de Camocim, no Ceará, para onde fugiu logo após o crime. Ela responde ao processo presa preventivamente, devido à gravidade dos fatos imputados.

O que a acusada alega em sua defesa?

Até o momento, Isabelle nega participação no crime. Em depoimentos iniciais, ela optou por permanecer em silêncio, exercendo o direito constitucional, e sua defesa sustenta que não há provas suficientes que confirmem a autoria dos homicídios nem a existência de planejamento ou emboscada, como aponta o Ministério Público.

Pedro Jorge, inicialmente tratado como vítima sobrevivente, passou a figurar como corréu após o aditamento da denúncia, o que é contestado por sua defesa.

Relembre o caso

O crime ocorreu na tarde de 14 de fevereiro de 2023, na Rua Boa Vista, bairro São Benedito, em Parnaíba. Segundo a acusação, Isabelle teria marcado um encontro com o agiota Deoclécio Rodrigues de Silva Souza, sob o pretexto de quitar uma dívida de R$ 12 mil contraída por sua família.

Como garantia do empréstimo, os familiares haviam deixado uma caminhonete Hilux. Diante do atraso no pagamento, o agiota teria ameaçado vender o veículo, o que, segundo o Ministério Público, motivou o crime.

No local do encontro, Deoclécio foi executado a tiros, assim como José de Maria Vieira Lira, que morreu no local. Um terceiro homem, Pedro Jorge, foi baleado, mas sobreviveu após ser socorrido ao Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA).

Após o ataque, Isabelle retornou para casa e, horas depois, fugiu para o Ceará, onde acabou presa no dia seguinte.

Situação atual do processo

O caso tramita sob o rito do Tribunal do Júri, por se tratar de crimes dolosos contra a vida. A audiência de instrução, marcada para 7 de maio, às 9h30, deverá ouvir réus, testemunhas e familiares das vítimas.

Se condenados, Isabelle Cristina e Pedro Jorge podem enfrentar penas de 12 a 30 anos de reclusão por cada homicídio qualificado, além da tentativa de homicídio.

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