
A apresentação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl gerou forte repercussão nos Estados Unidos e irritou o presidente Donald Trump. Escalado para o momento mais nobre da televisão americana, o cantor porto-riquenho usou os 13 minutos de show para exaltar a cultura latina e inserir mensagens políticas, em um contexto de debate nacional sobre imigração e identidade cultural.
No palco montado no Levi’s Stadium, praticamente não se ouviu inglês. As músicas, os discursos e a estética da apresentação foram conduzidos em espanhol, com referências diretas a Porto Rico, território associado aos EUA desde 1898. Em tom provocativo, Bad Bunny chegou a dizer “God Bless America” antes de citar países do continente e encerrar com sua terra natal. Cenários e figurinos retrataram o cotidiano latino, com cenas de trabalho rural, jogos de dominó e festas em casas típicas da ilha caribenha.
A reação de Trump veio ainda na noite do jogo. Em publicação na rede Truth Social, o presidente classificou o show como “absolutamente terrível” e afirmou que a apresentação não representava os valores e a grandeza dos Estados Unidos. Embora não tenha citado o artista nominalmente, Trump já havia criticado a escolha anteriormente, questionando o fato de a National Football League (NFL) apostar em um cantor que se expressa majoritariamente em espanhol e é crítico de suas políticas.
O episódio reacendeu a discussão sobre a internacionalização do Super Bowl, tradicionalmente visto como um evento voltado ao público americano. Ao longo dos anos, artistas estrangeiros já ocuparam o palco do intervalo, mas raramente com tamanho teor político. Ao mesmo tempo, a NFL busca ampliar sua presença global, com jogos fora dos EUA e audiência crescente no exterior. Ídolo mundial, Bad Bunny soma dezenas de milhões de ouvintes mensais e prêmios internacionais, e tem assumido cada vez mais um papel de artista engajado, o que, desta vez, transformou o maior espetáculo esportivo do país em palco de disputa cultural e política, TOTALMENTE DESNECESSÁRIA.
MICROBIOMA Homem de Gelo morreu há 5.300 anos, mas seus micróbios continuam vivos
SERIEDADE! CIA e FBI: apenas ficção?
CURIOSIDADE Estudo revela que pulsos humanos ainda carregam marcas da evolução dos primatas; entenda Mín. 23° Máx. 32°