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5º Domingo do Tempo Comum

O Tempo Comum é o período mais longo do ano litúrgico católico, totalizando 34 semanas, focado na vida pública, ensinamentos e milagres de Jesus. Representado pela cor verde (esperança), não é um tempo “sem importância”, mas sim dedicado ao amadurecimento da fé e ao seguimento de Cristo no cotidiano.

08/02/2026 às 00h08 Atualizada em 08/02/2026 às 00h29
Por: Josenildo Melo Fonte: https://www.vaticannews.va/pt.html
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Foto: https://www.vaticannews.va/pt.html
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Reflexão para o 5º Domingo do Tempo Comum

No Evangelho, Jesus diz que os seus discípulos são sal da terra e luz do mundo. Como entender isso?

Vatican News

“Reparte o pão com o faminto, acolhe em casa os pobres e peregrinos. Quando encontrares um nu, cobre-o e não desprezes a tua carne. Então, brilhará tua luz como a aurora e tua saúde há de recuperar-se mais depressa; à frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá.”

Compreendemos, desse texto do profeta Isaías, que o jejum é solidariedade com os famintos, é partilhar o próprio pão e o próprio teto. Não existe culto a Deus separado da justiça social. Experimentamos Deus a partir dos sofrimentos humanos. Deus não nos pede que provoquemos dor e desconforto em nosso corpo. Ele nos pede misericórdia, compaixão com aquele que sofre, solidariedade e partilha de dons. A privação que Deus nos pede não é um gesto de ascese, de autodisciplina, mas de acolhida do outro na situação em que se encontra; é compaixão.

O crescimento espiritual não pode ser voltado para si mesmo, pois seria estéril. Mas, quando me privo para ir em socorro do outro, por causa do outro, por causa de Deus e não de mim mesmo, aí cresço. Não podemos confundir o jejum cristão, os exercícios de abnegação, com mera privação em que eu saio melhor porque dominei meu corpo, dominei meus desejos. Para isso, não precisamos amar o próximo nem a Deus.

O atleta, a pessoa que cultiva sua elegância física, o modelo e a modelo também se privam de alimentos, fazem bastantes exercícios físicos, passam fome em um spa, não por amor ao próximo ou a Deus, mas por beleza, por saúde, por vaidade. O dinheiro economizado com esse jejum, se é que foi economizado e não gasto ainda mais, certamente não será dado aos pobres, mas investido em produtos que realcem o sacrifício realizado: a beleza física!

Do mesmo modo, certos caminhos espirituais que propõem uma vida ascética, até difícil, mas com o único objetivo de crescimento e autodomínio, tornam-se estéreis — dentro de uma visão judaico-cristã — porque se esquecem da verdadeira dimensão espiritual que direciona o culto religioso a Deus, concretizando-se no serviço ao próximo. Segundo Isaías, a partilha é a transfiguração da pessoa, quando ele diz: “Então, brilhará tua luz como a aurora”!

No Evangelho, Jesus diz que os seus discípulos são sal da terra e luz do mundo. Como entender isso?

No passado, como por exemplo no livro dos Números (18,19), está escrita a expressão “aliança de sal”, uma aliança que se pereniza. Ora, o Senhor, ao falar que somos “sal da terra”, quer nos dizer que somos aqueles em quem Ele confia para perenizar entre os homens o seu amor, a sua aliança, para construir o Reino de Justiça. E o sal não pode perder o sabor — nos alerta o Mestre —, indicando a necessidade de nos mantermos fiéis à nossa missão. Caso contrário, se perdermos o sabor, seremos jogados por terra para sermos pisados, desprezados, pois perdemos nossa sublime missão.

A luz brilha, e Jesus nos chamou de luz do mundo. Devemos brilhar no mundo, iluminá-lo para levá-lo ao Senhor. “A luz de vocês brilhe diante das pessoas, para que elas vejam as boas obras que vocês fazem e louvem o Pai que está no céu”.

Concluindo a mensagem deste domingo, podemos levar a seguinte reflexão: meu relacionamento com Deus me leva a abrir meu coração e meus bens aos pobres e a ser misericordioso. Com essa atitude, estarei colaborando com o Senhor na construção do Reino de Justiça. Estarei sendo sal, conservando sua aliança de amor com o ser humano, e também estarei sendo farol, luz para aqueles que são de boa vontade e desejam chegar até Deus.

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Sobre Josenildo Nascimento Melo é jornalista, estudou direito, é Bacharel em Serviço Social pelo ICF - Instituto Camillo Filho. É também licenciado em Filosofia pelo ICESPI - Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí.
Teresina, PI Atualizado às 13h01 - Fonte: ClimaTempo
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