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Setor de carnes vê na Coreia do Sul uma nova fronteira para exportações brasileiras

Exportadores apostam em abertura de mercado e crescimento das vendas externas

06/02/2026 às 08h55 Atualizada em 08/02/2026 às 13h56
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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Após participar da Gulfood, em Dubai, o presidente da Abiec, Roberto Perosa, afirmou que o setor espera avanços nas negociações para ampliar destinos da carne bovina brasileira. Ele integra a missão presidencial que visitará a Índia e a Coreia do Sul a partir do dia 17. A Índia, com mais de 50 milhões de habitantes, é vista como um mercado com potencial de crescimento para o produto brasileiro.

Segundo Perosa, o Brasil já exporta carne bovina para mais de 170 países, o que demonstra a força e a aceitação do produto no exterior. A expectativa é que as viagens oficiais ajudem a acelerar acordos e abrir novas portas, especialmente na Ásia, onde o consumo tende a crescer nos próximos anos.

Outro ponto aguardado pelo setor é a abertura definitiva do mercado japonês. Em março, uma missão do Japão deve vir ao Brasil para avaliar e habilitar frigoríficos. Além disso, há boas perspectivas para a Coreia do Sul, para o avanço do acordo Mercosul–União Europeia e para o fornecimento ao mercado dos Estados Unidos, mesmo em um cenário de cautela no comércio global.

Durante a feira em Dubai, a ApexBrasil, a ABPA e a Abiec estimaram negócios acima de R$ 1,4 bilhão em exportações de carnes em 2026. O otimismo é reforçado pela escassez global de carne bovina, com os EUA registrando a menor produção em décadas. Nesse contexto, o Brasil se destaca pela capacidade de produzir em escala, com sustentabilidade e qualidade, e projeta ampliar as vendas aos americanos para mais de 400 mil toneladas no próximo ano.

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