
Mais de um século após o naufrágio do Titanic, a tragédia continua inspirando soluções para tornar navios mais seguros. Pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo design de tubos metálicos capazes de flutuar indefinidamente, mesmo após longos períodos submersos ou com danos estruturais. O estudo foi publicado na revista científica Advanced Functional Materials.
A inovação está na superfície dos tubos de alumínio. Os cientistas criaram micro e nanoporos que tornam o material extremamente hidrofóbico, ou seja, capaz de repelir a água. Ao entrar em contato com o líquido, a estrutura aprisiona uma bolha de ar estável em seu interior, impedindo que a água invada o tubo e fazendo com que ele continue flutuando, mesmo sob pressão ou em posição vertical.
O funcionamento lembra estratégias encontradas na natureza. Aranhas-mergulhadoras conseguem permanecer submersas graças a bolhas de ar presas ao corpo, enquanto formigas-de-fogo se unem para formar jangadas flutuantes durante enchentes. Diferente de versões anteriores testadas em laboratório, o novo modelo em formato de tubo mostrou resistência a movimentos bruscos e condições turbulentas, semelhantes às do mar aberto.
Segundo os pesquisadores, vários desses tubos podem ser interligados, formando estruturas maiores que serviriam como base para navios, plataformas flutuantes ou bóias de grande porte. A tecnologia recebeu apoio da National Science Foundation e de outras instituições, e ainda está em fase experimental. Mesmo assim, os cientistas acreditam que a solução pode ser adaptada para aplicações em larga escala, abrindo caminho para embarcações muito mais seguras no futuro.
MICROBIOMA Homem de Gelo morreu há 5.300 anos, mas seus micróbios continuam vivos
SERIEDADE! CIA e FBI: apenas ficção?
CURIOSIDADE Estudo revela que pulsos humanos ainda carregam marcas da evolução dos primatas; entenda Mín. 23° Máx. 32°