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Governo Federal aposta no Norte e Nordeste e amplia investimentos em aeroportos

Plano prevê R$ 1,8 bilhão até 2027, com foco em regiões mais isoladas do país

02/02/2026 às 20h38 Atualizada em 03/02/2026 às 11h50
Por: Wagner Albuquerque
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Aeroporto de Parintins (AM) receberá investimentos do governo federal - Foto: Reprodução
Aeroporto de Parintins (AM) receberá investimentos do governo federal - Foto: Reprodução

O governo federal definiu o Norte e o Nordeste como prioridade na distribuição de recursos para obras e projetos em aeroportos no ciclo 2026/2027. Ao todo, estão previstos R$ 1,8 bilhão em investimentos em 31 aeroportos de 16 estados. As duas regiões concentram 61% do dinheiro e da quantidade de terminais contemplados, numa tentativa de reduzir desigualdades e melhorar a integração nacional.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, os recursos serão aplicados em novos projetos, obras já em andamento e intervenções em áreas remotas, especialmente na Amazônia Legal. Só em novos projetos, o valor chega a R$ 1 bilhão. O volume total supera o ciclo anterior, que somou R$ 1,4 bilhão, mostrando uma ampliação clara do programa. Para o ministro Silvio Costa Filho, a aviação regional é estratégica para gerar empregos, fortalecer economias locais e garantir acesso a serviços básicos.

A região Norte ficará com a maior fatia: R$ 672,4 milhões para dez aeroportos em cinco estados. Estão previstas ações como modernização de terminais, instalação de estações meteorológicas e elaboração de estudos técnicos. O governo justifica o peso maior dos investimentos pelo isolamento de muitas cidades, onde o avião não é luxo, mas necessidade. Entram na lista aeroportos como Parintins, São Gabriel da Cachoeira e novos terminais em Carauari e Rorainópolis.

O Nordeste aparece logo depois, com R$ 424,2 milhões destinados a nove aeroportos, principalmente na Bahia e no Maranhão. Sul, Sudeste e Centro-Oeste também serão atendidos, mas com valores menores. A leitura do governo é simples: onde o acesso é mais difícil, o investimento precisa ser maior. Na prática, o plano tenta usar a aviação como ferramenta de desenvolvimento e não apenas como infraestrutura de transporte.

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