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Relógio do Juízo Final avança e indica risco global no nível mais alto da história

Cientistas citam ameaça nuclear, guerras, crise da informação e falhas de liderança mundial

28/01/2026 às 15h36 Atualizada em 29/01/2026 às 09h04
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Cientistas do Boletim dos Cientistas Atômicos ajustaram nesta terça-feira (27) o Relógio do Juízo Final para 85 segundos antes da meia-noite, o ponto simbólico da destruição global. É a marca mais próxima já registrada e representa um avanço de quatro segundos em relação ao ano passado, reforçando o alerta sobre o agravamento dos riscos ao planeta.

Segundo a organização, o principal fator é o comportamento cada vez mais agressivo das potências nucleares, como Estados Unidos, Rússia e China, aliado ao enfraquecimento dos acordos de controle de armas. Os cientistas também destacam que, em 2025, não houve qualquer sinal de redução do risco nuclear, considerado hoje “alto demais para ser aceitável”.

Além da ameaça atômica, o cenário internacional pesa contra. A guerra na Ucrânia, os conflitos no Oriente Médio, as tensões entre Índia e Paquistão, a instabilidade na Ásia e as ameaças da China a Taiwan foram citadas como focos de possível escalada. Também entram na conta as preocupações com o uso da inteligência artificial em contextos militares e políticos.

Durante o anúncio, a jornalista Maria Ressa, vencedora do Nobel da Paz, alertou para o que chamou de “apocalipse da informação”, marcado pela disseminação de desinformação em larga escala. Já a presidente do Boletim, Alexandra Bell, afirmou que o avanço do relógio reflete uma falha global de liderança, com governos mais nacionalistas e menos comprometidos com soluções diplomáticas. Criado em 1947, o Relógio do Juízo Final voltou a se aproximar da meia-noite pela terceira vez nos últimos quatro anos.

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