
Morreu aos 95 anos, nos Estados Unidos, a matemática e programadora Gladys West, uma das pesquisadoras que ajudaram a construir as bases do GPS. A morte foi confirmada pela família no último domingo (18). Segundo a nota divulgada, Gladys morreu de forma tranquila, cercada por familiares e amigos. A causa não foi informada.
Nascida em 1930, em uma região rural da Virgínia, Gladys se destacou ainda jovem pelos bons resultados na escola, o que garantiu uma bolsa de estudos em Matemática. Em uma época em que o campo científico era dominado por homens, especialmente brancos, ela seguiu um caminho pouco comum para mulheres, que geralmente eram direcionadas apenas à sala de aula.
A virada da carreira veio em 1956, quando passou a trabalhar no Naval Surface Warfare Center, centro de pesquisa da Marinha dos EUA. Lá, em meio a grandes computadores e cálculos complexos, participou de estudos sobre a órbita, o formato e o campo gravitacional da Terra. Esses dados foram fundamentais para o desenvolvimento de sistemas capazes de localizar objetos no planeta com precisão, tecnologia que mais tarde daria origem ao GPS.
Apesar da importância do trabalho, o reconhecimento demorou décadas. Só nos anos 2010 sua contribuição passou a ganhar visibilidade, após pesquisas acadêmicas resgatarem sua história. Em 2018, Gladys West entrou para o Hall da Fama dos Pioneiros Espaciais da Força Aérea dos EUA. Ela se aposentou em 1998, mas ainda defendeu um doutorado anos depois, mesmo após sofrer dois derrames, deixando um legado que hoje guia carros, aviões, celulares e satélites no mundo todo.
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