
O Brasil deve colher 339,8 milhões de toneladas de grãos, leguminosas e oleaginosas em 2026, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados constam no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola divulgado na última quinta-feira (15). A área total cultivada no país está estimada em 82,7 milhões de hectares.
Esta é a terceira projeção do IBGE para a safra de 2026. Soja, milho e arroz seguem como os principais produtos do campo brasileiro, respondendo por mais de 90% da produção total e por quase 90% da área plantada. Juntos, esses três itens definem o desempenho geral da safra nacional.
Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em dezembro, houve revisão para cima. Na época, a produção estimada era de 335,7 milhões de toneladas. Apesar do ajuste positivo, o volume projetado ainda representa uma queda de 1,8% em relação à safra de 2025.
De acordo com o IBGE, o recuo é puxado principalmente por culturas como milho (-6%), sorgo (-13%), arroz (-8%), algodão herbáceo (-10,5%) e trigo (-1,6%). Esses números ajudam a explicar por que a safra cresce na projeção mensal, mas encolhe na comparação anual.
A soja, principal produto agrícola do país, segue na contramão. A estimativa é de alta de 2,5%, com produção prevista de 170,3 milhões de toneladas, o que pode representar um novo recorde. Já o milho deve alcançar 133,2 milhões de toneladas, considerando apenas primeira e segunda safra, metodologia adotada pelo IBGE. Para o arroz, a previsão é de 11,6 milhões de toneladas, volume 8% menor do que o colhido em 2025.
ANTIMICROBIANOS União Europeia veta carne brasileira? Entenda o que realmente mudou e quais podem ser os impactos
AGRO China promete comprar US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA
AGRO União Europeia proíbe importação de carne brasileira Mín. 23° Máx. 32°