
Jacarta assumiu o posto de cidade mais populosa do mundo, segundo atualização da ONU. A mudança veio após uma nova metodologia que passou a considerar a “Grande Jacarta”, incluindo cidades vizinhas e áreas periféricas. Com isso, a população estimada saltou para cerca de 42 milhões de pessoas, deixando Tóquio em segundo plano e confirmando o domínio asiático entre as megacidades do planeta.
O novo ranking animou uns e irritou outros. O governo local discorda dos critérios, mas admite: o número joga luz em velhos problemas. A capital convive com congestionamentos gigantes, poluição pesada e até afundamento do solo em algumas regiões. Especialistas cobram mais transporte público, integração com municípios ao redor e moradia que caiba no bolso. Hoje, milhões passam horas por dia se deslocando entre periferia e centro para trabalhar.
O governador promete reação. Disse que vai direcionar parte importante do orçamento para mobilidade e infraestrutura, priorizando ônibus, trens e conexão entre as cidades do entorno. O plano, porém, esbarra em cortes de repasses federais e em outras prioridades do governo central, o que pode atrasar obras e manutenção básica. Enquanto isso, menos de um quarto da população usa transporte público, que não consegue acompanhar o crescimento da cidade.
Para aliviar a pressão, surgiu até a ideia de uma nova capital: Nusantara, na ilha de Bornéu. O projeto começou, mas perdeu fôlego com trocas no governo e disputa por recursos. No fim das contas, uma coisa ninguém discute: Jacarta continua sendo o coração econômico e político do país. E, com todos os seus problemas, segue atraindo gente atrás de emprego, oportunidades e como muitos moradores dizem, de sonhos.
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