
A renegociação das dívidas rurais avançou rápido nas últimas semanas. Segundo balanço de bancos divulgado nesta terça-feira, já foram renegociados R$ 28,2 bilhões em 36,2 mil operações. Desse total, R$ 5,4 bilhões seguem as regras da Medida Provisória 1.314, que abriu R$ 12 bilhões via BNDES. A grande fatia ficou com produtores do Rio Grande do Sul, que responderam por R$ 5 bilhões.
Entre as instituições, Banco do Brasil, Sicredi e Banrisul lideram os acordos. Só o BB responde por mais de R$ 20 bilhões nas linhas com recursos próprios. Pelos números consolidados, R$ 2,5 bilhões atenderam médios produtores, R$ 2,1 bilhões grandes produtores e cerca de R$ 800 milhões pequenos agricultores. Ao mesmo tempo, bancos aprovaram R$ 22,8 bilhões em renegociações usando recursos livres de seus próprios caixas.
A expectativa é de que o valor cresça. A Medida Provisória 1.328, publicada na semana passada, permitiu incluir operações de custeio da safra 2024/25 nas renegociações. Só no Banco do Brasil, isso pode adicionar cerca de R$ 4 bilhões em novas operações, envolvendo aproximadamente 18 mil contratos. O banco afirma que está ajustando sistemas e que os produtores serão chamados pelos gerentes.
No Congresso, o tema também anda. A MP 1.328 recebeu 90 emendas, muitas tentando ampliar o alcance dos benefícios. Há propostas para usar recursos do Fundo Social do Pré-Sal e criar linhas especiais com prazos mais longos e juros menores. Entidades do setor defendem que isso ajudaria produtores sem aumentar o impacto direto no Orçamento, embora a medida tenha efeito na dívida pública.
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