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Polícia PEGO NO FLAGRA

Gravação das negociações de propina agravam as acusações contra o promotor Maurício Verdejo; veja vídeo

os vídeos, Verdejo fala abertamente sobre o crime de concussão — exigir vantagem indevida para si ou para outrem, em razão da função pública —, conforme definido pelo artigo 316 do Código Penal, que prevê pena de reclusão de dois a oito anos, além de multa

10/09/2024 às 14h43 Atualizada em 10/09/2024 às 15h28
Por: Douglas Ferreira
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Gravação das negociações de propina agravam as acusações contra o promotor Maurício Verdejo; veja vídeo

A situação está cada vez mais grave e comprometedora para o promotor de Justiça de Picos, Maurício Verdejo. Novas evidências, incluindo áudios e vídeos, flagraram o promotor negociando uma propina de R$ 3 milhões com o empresário Junno Pinheiro, em troca do arquivamento de um procedimento investigatório criminal. Nos vídeos, Verdejo fala abertamente sobre o crime de concussão — exigir vantagem indevida para si ou para outrem, em razão da função pública —, conforme definido pelo artigo 316 do Código Penal, que prevê pena de reclusão de dois a oito anos, além de multa.

A situação se agrava ainda mais com a participação de André Bispo, assessor de Verdejo, que também foi mencionado nos diálogos e aparece como cúmplice nos vídeos e mensagens de WhatsApp. Nos encontros, realizados na residência de luxo do promotor em Teresina, Verdejo deixa claro que extinguiria o processo contra o empresário após o pagamento da quantia exigida, comprometendo Bispo ao citá-lo como colaborador na operação criminosa.

Verdejo e Junno no condomínio de luxo onde reside o promotor em Teresina - Foto: Reprodução

A Operação Iscariotes, conduzida pela Polícia Federal do Piauí em parceria com o Ministério Público estadual, já apreendeu R$ 900 mil em cédulas previamente marcadas, entregues pelo empresário durante a negociação. Apesar de Verdejo e Bispo manterem silêncio nos depoimentos, o mar de lama que envolve o promotor tem repercutido amplamente na mídia local e regional, lançando uma sombra sobre a integridade do sistema de justiça.

Detalhes das conversas entre Verdejo e Junno - Foto: Reprodução

Vale destacar entretando que a investigação do caso partiu do Ministério Público do Piauí, demonstrando que a cúpula do Parquet agiu com seriedade cortando na própria carne em defesa da instituição.

A sociedade agora assiste perplexa ao desdobramento desse escândalo, que não só põe em xeque a moralidade de um representante da justiça, mas também reforça a necessidade urgente de responsabilização. O caso não é apenas um lembrete dos perigos da corrupção, mas também um alerta sobre a fragilidade das instituições quando aqueles que deveriam proteger a lei se colocam acima dela.

Veja vídeo:

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