
O objeto interestelar 3I Atlas atinge nesta sexta-feira (19) o ponto mais próximo da Terra e, quanto mais se aproxima, mais muda a história contada sobre ele. Apesar de não poder ser visto a olho nu, o corpo vem sendo observado de perto por astrônomos, que agora descartam teorias mais fantasiosas. Não é nave alienígena, nem algo fora da física conhecida.
Também já não dá mais para chamá-lo simplesmente de cometa comum. Estudos recentes indicam que o 3I Atlas pode ser um planetesimal primordial, um fragmento antigo formado durante o nascimento de planetas em outro sistema solar e depois expulso para o espaço interestelar. Em resumo: um nômade cósmico, vagando sozinho pelo Universo.
O objeto segue classificado como cometa interestelar, mas apresenta características típicas de asteroides primitivos. Essa mistura chamou a atenção dos cientistas, principalmente após a detecção de um aumento inesperado de brilho ao se aproximar do Sol. O fenômeno foi associado ao criovulcanismo, processo em que jatos de gás e gelo são liberados do interior do corpo, algo comum em objetos muito antigos e frios.
A análise da composição reforçou essa nova leitura. O 3I Atlas parece ser um corpo carbonáceo primitivo, rico em carbono e metais, uma espécie de cápsula do tempo de outro sistema planetário. Nada de ETs — mas, ainda assim, um visitante raro, antigo e valioso para entender como planetas se formam fora do nosso quintal cósmico.
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