
As duas últimas do pacote?
Tem gente se achando as duas últimas bolachas do pacote. E tem mais: a última Coca-Cola da mesa e a última fatia de pizza em uma comemoração natalina. E o provérbio popular “um dia é da caça e outro dia do caçador”? Comemorar desgraças alheias não é coisa de cristão, principalmente bons cristãos. Continuaremos batendo na tecla de que a luta insana por poderes nunca levou, nem leva e muito menos levará alguém a algum lugar. Pode até conduzir momentaneamente, mas o resultado final é dos piores. É da natureza humana a finitude. E talvez ainda seja isso que pessoas lúcidas, com juízo e coerentes, que ainda acreditam em Jesus Cristo, Deus, entendem: aqui tudo é vaidade das vaidades.
Os afagos, o monte de puxa-sacos que vivem a elogiar com o intuito de garantirem os seus gordos contracheques, mais dias ou menos dias, acabarão. Mas não tem uma máxima vaticanista? Tem, e vamos contá-la mais uma vez também. Certa vez, em uma elevação de religiosos ao cardinalato, um papa acendeu algo e, em menos de dois minutos, o que acendeu apagou e pronunciou a dita frase: “é isso que somos, simplesmente pó e ao pó retornaremos”. Em seguida, o subconsciente de um cardeal “brotou” e, mesmo baixinho, pronunciou: “mas, enquanto isso, iremos usufruir de tudo”; muitos ouviram, e o silêncio foi total. A vida nos poderes é assim: tudo se fala e somente Deus sabe o que vivem!
E a moral da história? O caminho do bem é ensinado cotidianamente. Se muitos seguiram ou não, eis o nobre dilema. Certo mesmo é que a vida deste novo cardeal foi uma das piores da história da Igreja. Sentir-se o máximo é algo que move não somente os mais próximos, mas a sociedade que dispõe de “poderes materiais”. Quem não desejará ficar ao lado de um “vitorioso”, mesmo que momentaneamente? Praticamente todos os que comandam o PIB — Produto Interno Bruto — de um país. A questão é: quem os coloca realmente lá está gostando do que está vendo?
Mas o povo, tanto se fala nele, mas no fundo quem dá bolas para eles (o povão)? Isso é muito perigoso. E o Estado do Piauí tem uma máxima política que todos sabem; em um passado não muito distante, deu tudo errado. Dizem as más línguas que até mesmo tênis foram confeccionados com a marca de um futuro vencedor. E o que aconteceu na hora do resultado final? Perderam as eleições de lavada.
Em suma, deixem comemorar à vontade; o que se observa entre o povo é algo mais provocador ainda do que o que aquele cardeal, através do seu subconsciente, “verbalizou”. O povo anda cansado de “migalhas que caem da mesa”. Acham isso nojento. Somente recebem porque precisam, mas os seus corações estão “envergonhados”. E povo envergonhado é sinal de que não apoia injustiças e “traições”!
As duas últimas do pacote? Quase alguém pega a conversa, mas não deixaram. E muitos estão a se perguntar o que disseram um para o outro de forma tão sorridente. Qual o verdadeiro sabor da vida? Outro gênio, mas que não era jesuíta, nos ensinou muito sobre o poder: Dom Celso José Pinto da Silva costumava dizer: “esses homens parecem uma muralha publicamente, mas, meu filho, internamente e no fundo possuem medos maiores que as pessoas simples materialmente e costumam agir sempre baseados no medo”.
As pessoas que estão bem mais próximas deles sabem disso, e muitos constatam a verdadeira razão de tomarem remédios. Entraram em um caminho sem volta, e pouquíssimos possuem a grandeza e a sabedoria de um Barroso. E fez isso não por mera defesa, mas acreditamos que chegou ao ponto e pensou: “é melhor retirar-me, pois vai chegar ao ponto que nem recolher-me poderei”. Sabedoria é algo peculiar e não é para todos, como costumam alardear e dizer politicamente. A sabedoria é um dom do bom Deus! Respire fundo e continue acreditando na Soberania de DEUS.
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