Por Josenildo Melo
Qual é a notícia do dia?
Desta vez, não é a do Portal Metrópoles, que afirma que o pré-candidato (“candidato”) de Jair Messias Bolsonaro é Flávio Bolsonaro. Eis a notícia do final de semana — ou melhor, a notícia da hora, do momento. Há um slogan de uma rede de rádios que diz: “Em 20 minutos tudo pode mudar.”
Pois bem, de acordo com a BBC News Brazil, eis a grande notícia: a surpreendente compra da Warner Bros. pela Netflix, que pode revolucionar a indústria do cinema nos Estados Unidos.
Segundo Rachel Clun, repórter de negócios, a Netflix concordou em comprar os negócios de cinema e streaming da Warner Bros. Discovery por US$ 72 bilhões (cerca de R$ 383 bilhões) em um dos maiores acordos da história de Hollywood. A gigante do streaming superou concorrentes como Comcast e a Paramount/Skydance após uma longa disputa.
A Warner Bros. é proprietária de franquias como Harry Potter e Game of Thrones, além do serviço de streaming HBO Max. A aquisição deve provocar uma reformulação profunda na indústria cinematográfica e de mídia nos EUA, embora analistas alertem que o acordo ainda depende da aprovação das autoridades regulatórias de concorrência.
O co-diretor executivo da Netflix, Ted Sarandos, afirmou que a empresa está “muito confiante” na aprovação e que trabalha “a todo vapor” para isso.
Está vendo? Quem ainda verá TV aberta?
Qual é a notícia do dia — além do cinema e da tecnologia?
Na velha mídia, fala-se na trégua entre o presidente do Senado e o atual presidente da República. Mas quem pensa longe e percebe que o futuro da TV aberta e das emissoras de rádio tradicionais está se esvaindo, destaca a grande aquisição comercial da Netflix.
O streaming já domina grande parte do mercado publicitário brasileiro e tem reduzido significativamente o faturamento da velha mídia. Já pensou que esse pode ser o real motivo da crescente dependência do governo federal? Já percebeu que, enquanto assiste a sua série ou filme preferido, sempre aparece alguma publicidade no streaming?
Eis por que essa notícia abala a velha mídia e os tradicionais donos dos meios de comunicação.
Qual é a notícia do dia — na capa da conceituada e cada vez mais influente Revista Oeste?
“Rasgada — a tentativa de retirar do Senado a atribuição de punir abusos dos ministros do Supremo é a mais recente prova de que os chefes do Judiciário decidiram apressar a agonia da Carta Magna.”
De fato, grandes e notáveis juristas estão preocupados com o futuro do Brasil. O constante “rasgar da Constituição” é algo gravíssimo — tão grave que professores de Direito já não sabem ao certo o que ministrar em sala de aula pelo país afora. Os pilares constitucionais se tornaram difíceis de explicar. Sempre que as aulas começam, surge um aluno indignado perguntando:
“Essas prerrogativas valem para quem, professor?”
Trata-se de uma questão que atinge o arcabouço do ordenamento jurídico. O que um bom professor pode dizer nesse momento perigoso? Tudo realmente parece estar “torto” e pouco condizente com o Direito? Estaríamos vivendo um vácuo e uma descrença jurisprudencial que passam a permear o país?
Frases atribuídas a renomados juristas
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“A força do direito deve superar o direito da força.”
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“O fim do Direito não é abolir nem restringir, mas preservar e ampliar a liberdade.”
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“A essência dos Direitos Humanos é o direito de ter direitos.”
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“A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em toda parte.”