
O plantio de soja no Brasil segue abaixo da média histórica e já acende alerta entre produtores e analistas. A irregularidade das chuvas no Centro-Oeste, Sudeste e Norte, somada aos efeitos do La Niña, tem retardado o avanço da safra 2025/26. Esse atraso coloca em risco a colheita e pode comprometer a janela do milho safrinha, afetando oferta, preços e competitividade ao longo de 2026.
Mesmo com exportações ainda fortes, o mercado já percebe sinais de desaceleração. As projeções para novembro foram revisadas para baixo, e a demanda chinesa, que normalmente impulsiona o setor, segue mais cautelosa. A China tem priorizado compras por critérios políticos e mantém estoques elevados, margens apertadas e consumo de farelo mais fraco, fatores que reduzem o apetite por novas aquisições no curto prazo.
No mercado internacional, os contratos de soja em Chicago tiveram leve alta, enquanto o Índice FOB Santos também registrou valorização moderada. A queda do dólar limitou parte desse movimento, mas não impediu o fechamento em alta. A combinação de clima instável, risco na Argentina e dúvidas sobre o ritmo de importações chinesas mantém o mercado volátil, embora com oportunidades para quem acompanha prêmios, clima e tendência.
Com incertezas sobre o clima na América do Sul e avanço lento do plantio no Brasil e na Argentina, dezembro deve ser um mês de cautela para o setor. A persistência do La Niña, a chance de estiagens no Sul e o risco de ondas de calor elevam a preocupação. O cenário exige atenção redobrada do produtor, que entra no fim do ano equilibrando risco climático, demanda internacional e um mercado futuro que reage a cada nova mudança no quadro da oferta.
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