
Tatiana Medeiros voltou ao Fórum Eleitoral de Teresina nesta terça-feira (25) para o segundo dia de audiência, chegando por volta das 9h acompanhada do advogado Francisco Medeiros. Assim como no primeiro dia, a vereadora não falou com a imprensa, e sua defesa também manteve silêncio. Testemunhas apresentadas pelos advogados chegaram mais cedo, por volta das 8h, incluindo uma pessoa usando a camisa da ONG Vamos Juntos, entidade mantida por Tatiana e que teve as atividades suspensas pela Justiça.
A audiência é conduzida por um colegiado de três juízes da 1ª Zona Eleitoral, presidido pela juíza Junia Feitosa. A expectativa é ouvir 22 testemunhas ao longo do dia, embora no primeiro dia de depoimentos apenas 11 tenham sido ouvidas. Segundo o promotor de Justiça Plínio Fontes, o principal crime investigado pela Polícia Federal e denunciado pelo Ministério Público é a compra de votos. Outras suspeitas também estão em análise, como lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica.

A defesa de Tatiana Medeiros tem insistido na tese de contaminação das provas, alegando que dados extraídos de celulares de réus e da vereadora teriam sido obtidos de forma irregular, a partir de um relatório financeiro sem autorização judicial. Apesar disso, a Justiça já considerou, em decisão preliminar, que esse ponto não é suficiente para anular o processo. Um dos advogados, Samuel Castelo Branco, reforçou que a defesa rejeita qualquer acusação de envolvimento com facções criminosas, afirmando que o foco da investigação deve se limitar à possível compra de votos.
A Justiça Eleitoral informou que Tatiana foi a única acusada a comparecer nesta terça-feira, enquanto os demais réus não estiveram presentes por questões de logística, mas tiveram seus advogados acompanhando a audiência. No primeiro dia, 11 depoimentos foram colhidos e um policial militar, que seria a 12ª testemunha, acabou dispensado por estar em missão externa. A reportagem segue em atualização.
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