
O governo Lula 3 amanheceu, mais uma vez, sob o peso de um escândalo que já não surpreende ninguém — apenas confirma a sensação crescente de que Brasília virou uma usina de ilícitos. A Polícia Federal deflagrou a Operação Coffee Break e bateu à porta de ninguém menos que Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente da República, suspeita de participação em um esquema de corrupção no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão crucial do Ministério da Educação.
E eis a pergunta que não quer calar: até a ex-nora? Pois é. No Brasil de 2025, a fronteira entre Estado e família presidencial parece cada vez mais tênue — e permeada por contratos milionários, empresários suspeitos e muita névoa de ilegalidades.
A operação desta quarta-feira (12) cumpriu 50 mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva, atingindo três estados (SP, DF e PR). No centro do esquema está o empresário André Gonçalves Mariano, preso pela PF, cuja empresa movimentou R$ 111 milhões em contratos para fornecimento de material escolar — contratos que, segundo os investigadores, cheiram a fraude, direcionamento e desvio.
Carla Ariane, apontada pelos agentes como “pessoa com alegada influência no governo federal”, seria responsável por destravar recursos dentro do FNDE para a empresa investigada. Não é pouca coisa.
E enquanto tudo isso acontece, o ministro da Educação permanece em um silêncio ensurdecedor. Ninguém sabe, ninguém viu — e ninguém explica.
Se fosse um caso isolado, seria grave. O problema é que não é. Está virando modus operandi.
— O irmão de Lula aparece envolvido no maior esquema de corrupção da história do INSS, prejudicando mais de 9 milhões de aposentados.
— O Ministério da Educação, por sua vez, já tropeçou no Pé-de-Meia, em contratos suspeitos e até em um sigilo de 100 anos sobre o vexame dos transatlânticos.
— Os Correios novamente viraram manchete.
— E toda semana surge “um novo escândalo para chamar de seu”.
A sensação é inequívoca: ou o governo foi tomado por um esquema criminoso… ou se tornou um.
Quando é para insultar adversários, fazer lives políticas ou bradar contra “golpistas imaginários”, Lula fala. E muito. Mas quando o escândalo chega à soleira do Palácio do Planalto — ou, como agora, à porta da família — instala-se o silêncio. Nenhum gesto, nenhuma explicação, nenhuma indignação.
O governo segue minimizando, tratando corrupção como detalhe e empurrando para debaixo do tapete. Só que o tapete já não comporta mais tanta poeira.
Os suspeitos poderão responder por:
• corrupção ativa e passiva
• peculato
• fraudes em licitações
• lavagem de dinheiro
• contratação direta ilegal
• organização criminosa
Ou seja: o cardápio completo da corrupção moderna.
O fato é que, quando até a ex-nora entra na roda, algo está profundamente errado no coração do governo. E o país, exausto, assiste — sem surpresa, mas com indignação — ao desfile interminável de esquemas, silêncio oficial e falta de responsabilização.
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