
O alerta do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (CREA/PI) sobre o elevado da Avenida Miguel Rosa acendeu um sinal vermelho que Teresina não pode ignorar. O relatório técnico divulgado nesta quinta-feira (13/11) confirma aquilo que motoristas e engenheiros já percebiam: a estrutura apresenta recalque, ou seja, um rebaixamento anormal em um dos elementos que sustentam o viaduto. E o problema é grave. Segundo o presidente do CREA-PI, Hércules Medeiros, já existem dois elementos rompidos entre os seis que compõem aquele trecho — e isso, em engenharia estrutural, significa um risco potencial de colapso se nada for feito.
Mas o que pode acontecer?
Em situações como essa, quando um viaduto perde capacidade de carga, os cenários possíveis vão desde o agravamento do desnível até o desabamento parcial ou total da estrutura, especialmente se veículos pesados continuarem passando em alta velocidade. É por isso que o CREA recomenda redução imediata da velocidade, restrição de caminhões e ônibus e até interdição, caso a Prefeitura não consiga controlar o tráfego.
Por que o elevado pode colapsar?
O recalque indica que a fundação ou algum elemento de apoio deixou de cumprir sua função estrutural. Com dois componentes já comprometidos, o peso dos veículos se distribui de forma desigual, sobrecarregando as demais partes da estrutura. O resultado pode ser uma reação em cadeia — e acidentes fatais.
De quem é a responsabilidade?
A responsabilidade técnica, legal e operacional é da Prefeitura de Teresina, por meio da SDU Sul, que administra a infraestrutura viária da região. O CREA fiscaliza e orienta, mas não executa obras. O órgão municipal deve, portanto, contratar estudos aprofundados, elaborar o projeto de intervenção e garantir o cumprimento das restrições recomendadas.
O que pode ser feito para evitar o colapso?
Os engenheiros são claros:
Monitoramento diário do desnível;
Controle rigoroso de carga e velocidade;
Interdição, caso as duas primeiras medidas não sejam efetivas;
Elaboração urgente de diagnóstico completo para determinar a causa do recalque;
Execução de obra estruturante, que pode incluir reforço, substituição de elementos e correção da fundação.
O CREA já anunciou que o relatório será enviado à Prefeitura, ao Ministério Público e à Defensoria Pública da União — e que o documento completo será disponibilizado ao público, aumentando a transparência sobre a gravidade do problema.
Enquanto isso, a pergunta que fica é: Teresina vai esperar a estrutura ceder ou vai agir antes da tragédia?
DEGRADAÇÃO TOTAL? Desordenamento moral?
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