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Política OPINIÃO PÚBLICA

Lula em queda livre: segurança pública, declarações desastrosas e o abismo da desaprovação

Megaoperação no Rio e frases infelizes sobre traficantes fazem despencar a imagem do presidente. Publicidade bilionária não tem conseguido apagar o desgaste de um governo que fala muito e entrega pouco

12/11/2025 às 18h33 Atualizada em 13/11/2025 às 12h39
Por: Douglas Ferreira
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Ao que tudo indica Lula perdeu o 'tato contato' com a realidade brasileira - Foto: Reprodução
Ao que tudo indica Lula perdeu o 'tato contato' com a realidade brasileira - Foto: Reprodução

A volatilidade da aprovação no Brasil sempre oscilou ao sabor do vento — e, no caso de Luiz Inácio Lula da Silva, esse vento sopra contra. O governo mergulha em uma crise de imagem impulsionada por promessas não cumpridas, declarações controversas e gestos políticos desconectados da realidade das ruas.

Os últimos episódios envolvendo a megaoperação no Rio de Janeiro e as declarações do presidente sobre o tráfico de drogas provocaram uma reação em cadeia que corroeu sua popularidade e expôs a fragilidade da narrativa petista sobre segurança pública.


Pesquisa mostra queda e alerta: o povo não comprou o discurso

Segundo a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (12), a desaprovação de Lula subiu de 49% para 50%, enquanto a aprovação caiu de 48% para 47%.
A diferença é pequena, mas o movimento é simbólico — e perigoso. A curva, que até pouco tempo parecia estável, inverteu o rumo e passou a apontar para baixo.

A pesquisa foi feita entre os dias 6 e 9 de novembro, com 2.004 entrevistados em todo o país e 95% de confiança. O período coincidiu com a repercussão da operação que deixou 121 mortos, tornando-se a mais letal da história do Rio de Janeiro.

E enquanto 67% dos brasileiros disseram aprovar a ação policial, apenas 25% a desaprovaram. Ou seja: o povo apoia a força do Estado — mas não vê essa força no governo Lula.


“Traficante é vítima”: a frase que explodiu como uma bomba

Durante viagem à Malásia, Lula decidiu filosofar sobre o tráfico de drogas e acabou pisando no campo minado da opinião pública. Disse que “os traficantes também são vítimas dos usuários” — e o país reagiu com indignação.

De acordo com a Quaest, 81% dos brasileiros discordam da declaração, apenas 14% concordam e 5% não souberam responder.
Foi um desastre político instantâneo.

Dias depois, o presidente ainda dobrou a aposta e classificou como “desastrosa” a operação policial no Rio, sem mencionar os quatro agentes mortos em serviço. Resultado: 57% dos brasileiros discordaram novamente.

Enquanto Lula escolheu se solidarizar com as famílias dos criminosos, o povo enxergou um presidente desconectado da dor dos policiais e da população sitiada pelo medo.


Dinheiro público, imagem privada: a propaganda que não convence

Nos bastidores do Planalto, a tentativa de reverter o desgaste tem custado caro — e sem resultados.
Somente nos últimos meses, o governo despejou milhões em campanhas publicitárias tentando vender a imagem de um governo “realizador”. Mas, como ironizam analistas, não há publicidade que resista a uma língua solta e a uma gestão confusa.

Cada vez que Lula improvisa um discurso, o marketing precisa improvisar um plano de contenção de danos.
O resultado é um círculo vicioso: o governo gasta, o presidente fala, o estrago cresce.


Segurança pública volta ao topo das preocupações

Com a escalada da violência e o domínio das facções criminosas em várias capitais, a segurança pública voltou a ser o principal problema do país para 38% dos brasileiros, segundo a mesma pesquisa — um salto de 8 pontos em apenas um mês.

A mensagem é clara: o cidadão quer ação, não discursos.
E o presidente que, em outros tempos, falava a língua do povo, hoje parece falar outra — a do descompromisso com a realidade.


Conclusão: o abismo entre o Planalto e o povo

O governo Lula enfrenta seu pior momento político desde o início do mandato. O discurso de compaixão seletiva, a ausência de resultados concretos e o distanciamento das pautas que mais afetam o brasileiro comum — como segurança e custo de vida — criam um vácuo de confiança.

E enquanto o governo tenta apagar incêndios com campanhas publicitárias, a população já se pergunta: quem vai apagar o fogo da insegurança e da desordem que consomem o país?

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A NOTÍCIA E O FATO
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Sobre Douglas Ferreira é multimídia. Além de jornalista, é bacharel em Direito. Foi repórter da TV Clube, afiliada da Rede Globo, por 10 anos e, em Caxias, no Maranhão, apresentou o programa “Fala Caxias”. Fundou e dirigiu por seis anos a Folha do Cocais. Foi secretário de Comunicação da Prefeitura de Caxias e retornou a Teresina como âncora da TV Meio Norte. Por 20 anos, reportou e apresentou na TV Antena 10, afiliada da Record. Também foi assessor de imprensa do Tribunal de Justiça do Piauí e passou por rádios e pelos maiores portais do Estado. Sua vida é o jornalismo. No Sistema Move de Comunicação, foi editor do Portal Move Notícias e apresentador do Business Cast, do canal movetvweb no YouTube. Agora, está à frente do Gazeta Hora1.
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