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Brasil A CÚPULA SEM CLIMA

COP30: a cúpula do clima que virou piada — e expôs o fiasco diplomático do governo Lula

Prometida como a “COP da Amazônia”, a conferência em Belém começa esvaziada, com apenas 17 líderes mundiais, ausência das grandes potências e um vexame protocolar que escancara o isolamento político do Brasil sob Lula

08/11/2025 às 09h51 Atualizada em 08/11/2025 às 10h00
Por: Douglas Ferreira
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Apenas 17 chefes de Estado e de Governo apareceram - Foto: Ricardo Stuckert)
Apenas 17 chefes de Estado e de Governo apareceram - Foto: Ricardo Stuckert)

A COP30 começou — e já entrou para a história. Mas não como a “COP da Amazônia”, tampouco como o símbolo da liderança climática global sonhada por Lula. Entrou como a mais tupiniquim, a mais improvisada e a mais vazia de todas.

Ao contrário do que o governo federal alardeou por meses, o evento que deveria recolocar o Brasil no centro do debate climático global nasceu em marcha lenta, com público diminuto e prestígio diplomático inexistente.

Apenas 17 chefes de Estado deram as caras em Belém, número pífio diante das 75 a 120 lideranças que marcaram presença nas edições anteriores da COP.

O contraste é constrangedor. Na Rio-92, marco da diplomacia ambiental brasileira, foram 108 chefes de Estado.
Três décadas depois, o país volta a sediar uma cúpula global — e o mundo simplesmente não apareceu.

A cúpula do clima sem clima 

O governo tenta minimizar o fiasco, alegando que mais líderes devem chegar “nos próximos dias”. Mas nem o otimismo forçado do Planalto mascara a ausência das potências. Estados Unidos, China e Rússia, três dos países que mais poluem e que mais influenciam as decisões ambientais do planeta, ignoram solenemente a COP30 de Lula.

Donald Trump, o líder da maior democracia e da economia mais rica do planeta, não veio.
Xi Jinping, do maior país comunista, também não.
Vladimir Putin, o “comunista engravatado” da Rússia, nem sinalizou interesse.

É despeito? Desinteresse? Ou o sintoma de um Brasil sem voz nem peso no tabuleiro mundial? Nem Lula, nem Janja, nem o Itamaraty sabem responder.

O coquetel do vexame 

Se a ausência dos grandes líderes já doía, o fiasco social da primeira-dama Janja da Silva coroou o constrangimento. O coquetel de abertura, preparado para impressionar dignitários e selar o glamour “verde e progressista” da nova diplomacia petista, terminou em fiasco absoluto.

Nenhum chefe de Estado convidado compareceu. Repito, nenhum!

Janja ficou sozinha no salão — dançando, literalmente, com as paredes.

Lula, que tentou salvar a cena, saiu discretamente, percebendo o tamanho do desastre.

A COP dos desconhecidos 

Dos 17 presentes, três nem governam de fato — são reis e príncipes de pequenos reinos europeus.

Entre os que exercem poder real, destacam-se presidentes de microestados quase invisíveis no mapa, como Palau (17 mil habitantes) e Comores, arquipélagos que juntos somam menos gente que um bairro de Belém.

A lista de países participantes é tão curta que começa na letra C, de Chile. Com iniciais A e B, nenhum país.

Um evendo de cachorro e de macaco?

Se fosse o jogo do bicho, o número 17 — que simboliza a COP brasileira — teria duplo significado. Como dezena, representa o Cachorro; como grupo, o Macaco.

E, ironicamente, ambos os símbolos cabem bem ao cenário. De um lado, o Brasil submisso, abanando o rabo por reconhecimento internacional que não veio.

De outro, o governo pulando de galho em galho, tentando salvar a imagem de um evento que começou pequeno e terminou menor.

A cúpula do clima que o mundo ignorou

Enquanto o Planalto tenta transformar fracasso em narrativa, a verdade é que a COP30 revelou um Brasil isolado, retórico e sem credibilidade ambiental real.

O discurso de “líder global do clima” não se sustenta quando as maiores potências simplesmente viram as costas.

O que deveria ser um marco histórico virou uma metáfora cruel: um palco caro, um auditório vazio e um governo que fala sozinho — para um mundo que, desta vez, preferiu não ouvir.

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A NOTÍCIA E O FATO
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Sobre Douglas Ferreira é multimídia. Além de jornalista, é bacharel em Direito. Foi repórter da TV Clube, afiliada da Rede Globo, por 10 anos e, em Caxias, no Maranhão, apresentou o programa “Fala Caxias”. Fundou e dirigiu por seis anos a Folha do Cocais. Foi secretário de Comunicação da Prefeitura de Caxias e retornou a Teresina como âncora da TV Meio Norte. Por 20 anos, reportou e apresentou na TV Antena 10, afiliada da Record. Também foi assessor de imprensa do Tribunal de Justiça do Piauí e passou por rádios e pelos maiores portais do Estado. Sua vida é o jornalismo. No Sistema Move de Comunicação, foi editor do Portal Move Notícias e apresentador do Business Cast, do canal movetvweb no YouTube. Agora, está à frente do Gazeta Hora1.
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