
O Brasil nunca decepciona quando o assunto é criatividade nos nomes. Segundo o novo levantamento do IBGE, há 168 pessoas chamadas “Hitler” no país — o mesmo nome do ditador responsável pelo extermínio de milhões de pessoas durante o regime nazista. E não para por aí: 47 brasileiros se chamam “Herodes”, o rei romano conhecido por ordenar a morte de inocentes, segundo a tradição bíblica.
O levantamento, divulgado nesta terça-feira (4), traz a segunda edição do estudo sobre os nomes mais frequentes no Brasil, atualizado com dados do Censo Demográfico de 2022. A primeira versão havia sido lançada em 2016, com base no Censo de 2010. Entre as curiosidades, há 2.452 pessoas com o sobrenome “Lula” e 241 com o sobrenome “Bolsonaro”, mostrando que a polarização política também chegou às certidões de nascimento.
No mundo pop, os brasileiros parecem inspirados por seus ídolos. Existem 2.811 Rihannas, 393 Shakiras e até 36 Madonnas registradas em cartórios. No futebol, o país tem 128 Maradonas, 75 Pelés, 363 Messis e 2.443 Neymars — um dado que mostra o impacto das estrelas do esporte na cultura popular brasileira.
O IBGE lembra que o levantamento tem caráter estatístico e cultural, servindo como um retrato da diversidade de nomes no país. A base de dados completa pode ser consultada na plataforma “Nomes no Brasil”, que permite pesquisar quantas pessoas compartilham um mesmo nome ou sobrenome em todo o território nacional.
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