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Conheça a mulher 'vampiro' dos tempos modernos

Emily Richardson vive isolada e completamente protegida da luz solar devido a uma rara síndrome de Stevens-Johnson, que provoca queimaduras graves e bolhas na pele

03/11/2025 às 06h00
Por: Douglas Ferreira
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Emily Richardson é alérgica à luz do sol - Foto: Reprodução
Emily Richardson é alérgica à luz do sol - Foto: Reprodução

Emily Richardson, de 36 anos, vive como uma vampira moderna, evitando completamente a luz do sol. Diagnosticada com uma doença rara que provoca queimaduras e bolhas na pele, Emily tem sua vida completamente limitada pela exposição solar.

O problema começou aos 16 anos, quando seu rosto começou a inchar e coçar após alguns minutos no sol. Com o tempo, as reações pioraram, especialmente em 2021, quando ela teve Covid longa, agravando os sintomas.

Em 2023, Emily precisou ser hospitalizada pela primeira vez devido a uma reação alérgica intensa, e desde então já passou por outras internações, inclusive por apenas 30 segundos de exposição ao sol.

Em 2024, o diagnóstico foi esclarecedor: síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), uma doença grave da pele e mucosas geralmente desencadeada por medicamentos, mas que, no caso de Emily, também parece ter relação com a sensibilidade aos raios ultravioleta (UV).

A síndrome provoca descamação, bolhas e feridas dolorosas, exigindo hospitalização em casos graves. O tratamento envolve suspensão de medicamentos, cuidado com feridas, controle da dor e prevenção de complicações, com recuperação lenta que pode levar semanas ou meses.

Emily acredita que nasceu com uma doença autoimune subjacente, e que seu sistema imunológico sofreu danos após a Covid. A condição a obrigou a abandonar sua carreira como corretora de imóveis e a adotar uma vida de isolamento quase total.

Para se proteger, ela usa luvas, capuz, máscara e roupas com proteção UV, verificando constantemente se há qualquer falha nas peças que permita contato da pele com a luz solar. Até mesmo seus gatos são observados para evitar que rasguem suas roupas.

A norte-americana admite que sua vida parou de repente, e que a rotina de socialização e trabalho precisou ser substituída por precauções extremas e solidão. Cada saída de casa é planejada com cuidado extremo.

Emily descreve a experiência como um constante desafio físico e psicológico: “Tenho que viver como uma vampira porque o sol pode realmente me matar. Isso controla completamente a minha vida”.

Mesmo enfrentando essa condição rara e debilitante, Emily mostra resiliência e consciência da gravidade de sua situação, tornando-se um exemplo de superação e adaptação extrema a uma realidade pouco compreendida.

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