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Teresina APAGÃO E PREJUÍZO

Equatorial no Piauí: caos, descaso e prejuízos que não podem continuar

Famílias, comércio e instituições sofrem com apagões constantes; atraso na reparação evidencia descaso da concessionária e prejuízos econômicos crescentes

01/11/2025 às 20h41 Atualizada em 02/11/2025 às 11h00
Por: Douglas Ferreira
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Equipe da Equatorial só entrou em ação quase 24 horas depois - Foto: Douglas Ferreira
Equipe da Equatorial só entrou em ação quase 24 horas depois - Foto: Douglas Ferreira

O fornecimento de energia no Piauí tornou-se sinônimo de caos, desrespeito e prejuízo constante. Famílias, escolas, clínicas e o comércio enfrentam interrupções frequentes, mas o que mais revolta é a lentidão e a ineficiência da Equatorial para solucionar problemas que afetam diretamente a vida de milhares de piauienses.

O comércio do centro de Teresina, que já sofre com altos impostos e baixo movimento, enfrentou mais um episódio deprimente nesta sexta e sábado. Um blackout que durou mais de 24 horas deixou os lojistas da Praça João Luiz Ferreira e arredores à mercê de prejuízos gigantescos.

O causador inicial do problema foi um galho de árvore que caiu sobre a rede em frente ao Clube dos Diários e à agência central do Banco do Brasil, danificando fiação e possivelmente um transformador. Um incidente natural que, com um serviço competente, jamais teria se transformado em desastre econômico.

O que mais indignou os comerciantes foi a demora absurda na reparação. O corte de energia começou por volta das 11h da sexta-feira e só foi solucionado ao meio-dia do sábado. Durante mais de um dia inteiro, empresas e serviços ficaram paralisados, amargando prejuízos incalculáveis.

Entre os mais afetados, o laboratório Elilab precisou interromper suas atividades, enquanto uma pastelaria localizada em frente ao Banco do Brasil viu a clientela sumir. Na verdade, todos os empreendedores da região sofreram perdas, uns maiores, outros menores, mas ninguém escapou do descaso da Equatorial.

O caso da empreendedora do ramo de salgados no Dirceu Arcoverde é emblemático. Após 15 dias sem energia, ela registrou boletim de ocorrência e buscou atendimento na Equatorial, mas foi ridicularizada pelos funcionários da empresa. Desesperada, acabou destruindo computadores e impressoras do escritório de atendimento, um ato de descontrole total que evidencia o limite da paciência.

Não é um caso isolado. Ruas e bairros inteiros permanecem na escuridão, enquanto a concessionária parece ignorar a gravidade do impacto de suas falhas sobre a população. Quem paga uma conta de energia cara não pode se submeter a serviços que parecem funcionar apenas quando conveniente para a empresa.

O comércio local, essencial para a economia da capital, sofre constantemente. A Equatorial não só falha no fornecimento de energia, mas também em garantir reparos rápidos, deixando famílias, empreendedores e instituições em vulnerabilidade total. O prejuízo econômico e social se acumula, enquanto a empresa mantém sua postura indiferente.

É chegado o momento de Câmara Municipal, OAB e Ministério Público entrarem em ação. A concessionária precisa ser responsabilizada, obrigada a prestar um serviço de qualidade e a compensar os prejuízos causados. A paciência da população já foi testada demais.

O Piauí não pode continuar à mercê de uma empresa que trata energia elétrica como luxo, e não como serviço essencial. Basta de apagões, descaso e prejuízos contínuos! É hora de exigir responsabilidade, eficiência e respeito com a população.

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