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Brasil terá cerca de 1,4 milhão de carros elétricos nas ruas em 2030

Estudo da Bright Consulting, chamado E-Mobility Scenarios 2030, prevê que esses números podem aumentar ainda mais.

31/07/2024 às 07h21
Por: Wagner Albuquerque Fonte: Quatro Rodas / Grupo Abril
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Brasil terá cerca de 1,4 milhão de carros elétricos nas ruas em 2030

O Brasil está vivendo um momento histórico nas vendas de carros eletrificados, impulsionado pela maior oferta no mercado. De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), no primeiro semestre de 2024 foram registrados 79.304 emplacamentos de híbridos e elétricos. Um estudo da Bright Consulting, chamado E-Mobility Scenarios 2030, prevê que esses números podem aumentar ainda mais.

A consultoria projeta que até o final de 2024, o número de emplacamentos de carros novos chegue a 200.000 unidades, sendo 72.000 desses carros elétricos, o que representaria 36% do mercado. Até 2030, o total de carros elétricos pode chegar a 1,4 milhão de unidades, impulsionado pela maior oferta e redução de preços prevista para os próximos anos. No entanto, a frota total do Brasil deverá ser de cerca de 57 milhões de veículos, com 87,5% ainda dependendo de combustíveis fósseis.

Dados da ABVE indicam que, no primeiro semestre deste ano, os carros elétricos representaram 39% dos emplacamentos, enquanto os híbridos plug-in (PHEV) ficaram com 29,5%. Os híbridos plenos (flex ou não) representaram 23,3% e os híbridos leves ou micro híbridos (MHEV) apenas 8,2%. O estudo da Bright Consulting prevê um aumento significativo na representatividade dos MHEV devido à facilidade de produção.

Dos 1,4 milhão de carros elétricos projetados até 2030, 55% serão de origem chinesa, com 65% importados diretamente da China e 35% montados no Brasil, sob o regime CKD. Apesar da construção de novas fábricas de carros híbridos e elétricos no Brasil, a cadeia de suprimentos local não será suficiente para toda a produção inicial. Os híbridos leves, que têm sistemas elétricos mais simples e menores custos incrementais, deverão ser fabricados junto com os motores a combustão, tornando-se mais acessíveis e impulsionando suas vendas. A transição para esses veículos começará no final de 2024, com a Stellantis iniciando a produção de híbridos leves Flex em Pernambuco, seguida por Minas Gerais e Rio de Janeiro.

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