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Piauí ECONOMIA

Piauí tem menor nível de ocupação do Brasil

Apenas 43% da população com 14 anos ou mais está ocupada no estado

13/10/2025 às 08h07 Atualizada em 14/10/2025 às 10h34
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O Piauí tem o menor nível de ocupação do país, segundo dados do IBGE. Em 2022, apenas 43% da população com 14 anos ou mais estava trabalhando, enquanto a média nacional foi de 53,5%. O levantamento considera ocupadas as pessoas que exerceram qualquer atividade remunerada ou não, por pelo menos uma hora na semana de referência.

A desigualdade de gênero chama atenção. Entre os homens piauienses, 51,9% estavam ocupados — o menor índice masculino do Brasil. Já entre as mulheres, o percentual foi ainda menor: 34,5%, o segundo mais baixo do país. O cenário mostra o quanto o mercado de trabalho ainda é restrito, especialmente para as mulheres no estado.

Quando se observa por cor ou raça, o grupo com maior nível de ocupação foi o de pessoas amarelas (49,5%), seguido por pretas (46,1%) e brancas (44,7%). Os menores índices ficaram entre pardos (41,7%) e indígenas (37%). A faixa etária mais ativa no mercado é a de 35 a 39 anos, com 60,8% de ocupação. Já entre jovens de 14 a 17 anos e idosos com mais de 65, o percentual é bem menor, refletindo o foco nos estudos e a aposentadoria.

O problema é mais grave em pequenos municípios. O Piauí concentra 29 das 100 cidades com menor nível de ocupação do Brasil. Em Joca Marques e Jurema, pouco mais de 13% da população trabalha. No total, 84 cidades piauienses têm taxa igual ou inferior a 30%. Em contrapartida, Teresina (55,6%), Floriano (54,1%) e Parnaíba (52%) estão acima da média nacional. Os dados revelam a desigualdade regional e o desafio de gerar empregos fora dos grandes centros urbanos.

Apesar dos esforços de programas sociais para garantir o básico, como alimentação e assistência, especialistas alertam que a dependência dessas políticas pode ter efeito contrário ao esperado. Em muitos casos, a segurança de uma renda mínima desestimula a busca por trabalho formal, o que acaba perpetuando a pobreza e a desigualdade — problemas que há décadas acompanham o Piauí. Falta ao governo estadual uma política ativa de incentivo ao emprego, campanhas de qualificação profissional e estímulo ao empreendedorismo. A pergunta que fica é: onde está o governador diante de um cenário em que boa parte da população se acomoda por falta de oportunidades ou de incentivo para buscá-las?

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