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Economia ECONOMIA

Endividamento das famílias brasileiras atinge 48,6%

Banco Central aponta leve alta e comprometimento maior da renda com dívidas

29/09/2025 às 17h41 Atualizada em 30/09/2025 às 19h04
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro ficou em 48,6% em julho, após 48,8% em junho, segundo dados do Banco Central. Apesar da queda, o índice segue próximo do recorde histórico de 49,9%, registrado em julho de 2022. Sem considerar os financiamentos imobiliários, o indicador recuou de 30,6% em junho para 30,4% em julho.

Já o comprometimento da renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional passou de 28,0% para 27,9% no período. Excluindo os empréstimos habitacionais, a taxa caiu de 25,9% para 25,8%. Os números indicam que, embora haja sinais de alívio, o peso das dívidas ainda consome boa parte da renda mensal dos brasileiros.

No acumulado de maio, os dados revisados já mostravam alta do endividamento para 49,0%, o maior nível em quase dois anos. Também em maio, o comprometimento da renda havia subido de 27,4% para 27,8%. O relatório do Banco Central apontou ainda que o crédito ampliado ao setor não financeiro chegou a R$ 19,3 trilhões em junho, equivalente a 157,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Além disso, o saldo de financiamentos do BNDES para empresas avançou 0,3% em agosto em relação a julho, alcançando R$ 450 bilhões — um crescimento de 7,5% em 12 meses. As linhas agroindustriais e de investimentos também registraram alta de 0,3%, enquanto o crédito para capital de giro recuou 0,9%. Os números reforçam que, apesar da leve desaceleração no endividamento das famílias, o crédito segue sendo um fator central para empresas e para a economia nacional.

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