
A ciência tem investigado um dos temas mais delicados dos relacionamentos: a infidelidade. Um estudo da Universidade de New Hampshire identificou padrões de idade para homens e mulheres, apontando momentos específicos em que a busca por aventuras extraconjugais tende a aumentar. Segundo os pesquisadores, fatores biológicos ligados à reprodução ajudam a explicar o fenômeno.
Outro levantamento, da Universidade de Nova York, mostrou que pessoas que se aproximam do fim de uma década — como 29, 39 ou 49 anos — tendem a refletir mais sobre o envelhecimento e o sentido da vida. Essa crise existencial pode levar a mudanças radicais, como buscar novas experiências ou até aventuras fora do casamento, em uma tentativa de lidar com a passagem do tempo.
O fator social também pesa. O mesmo estudo da Universidade de New Hampshire revelou que mulheres de classes mais altas são 8% mais propensas a trair do que aquelas de classes médias e baixas. Entre os homens, no entanto, a taxa de infidelidade permanece estável em diferentes estratos sociais, sugerindo que a motivação masculina é menos influenciada pela posição econômica.
Além da biologia e da sociedade, há ainda o aspecto psicológico. A traição costuma estar ligada à busca por validação, insatisfação emocional ou carência de intimidade. Para quem é traído, o impacto pode ser devastador, resultando em perda de confiança, baixa autoestima e até transtornos como depressão e ansiedade. Já quem trai pode sentir culpa ou racionalizar suas escolhas. Em ambos os casos, especialistas reforçam que o acompanhamento psicológico pode ser fundamental para lidar com as consequências.
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