
“O agro é pop, o agro é tech, o agro é tudo” — esse slogan, lançado em 2016 para reposicionar a imagem do agronegócio no Brasil, hoje ecoa como afirmativa concreta em muitos rincões do país. No Nordeste, o Piauí ocupa um lugar de protagonismo: o campo deixa de ser mera promessa para se tornar um motor real de emprego, desenvolvimento e inovação. Resultado de esforços da iniciativa privada e forças produtivas do Piauí.
No acumulado de 2025, o Piauí já contabiliza 3.045 novas vagas formais ligadas ao campo, o que coloca o estado na segunda posição no ranking nordestino de geração de empregos no setor — atrás apenas da Bahia, que soma +14.053 postos. Em junho, o saldo positivo do agronegócio no estado foi de 1.176 postos de trabalho formais.
Mas que tipo de empregos estão sendo gerados e onde? Em muitos casos, são funções que cruzam o tradicional com o tecnológico: técnicos agrícolas, operadores de máquinas, auxiliares de logística no campo, supervisores de produção, e até funções comerciais ligadas à venda de insumos e maquinário. Portais de vagas já anunciam cargos como Técnico de Operações Agrícolas em fazendas piauienses.
Os salários variam bastante conforme especialização, porte da empresa e localização, mas já se encontram oportunidades acima de R$ 2.500 mensais para trabalhadores rurais e técnicos agrícolas nas regiões do interior. Em grande escala, fazendas de soja ou milho com operação mecanizada demandam equipes mais qualificadas, o que eleva o patamar salarial.
Municípios como União lideram em participação proporcional: lá foram abertas 727 vagas no setor de fabricação de álcool, quase um terço do total de admissões no estado. Outras cidades do interior — Baixa Grande do Ribeiro (+116 vagas em soja), Canto do Buriti (+79 em melão), Santa Filomena (+42 em soja) — também mostram que o interior está absorvendo grande parte desse movimento.
No extremo sudoeste, no Médio Parnaíba, e em localidades como Bom Jesus e Regeneração, o agronegócio ultrapassa fronteiras antigas dos Cerrados. Um exemplo emblemático é a Fazenda Chapada Grande, em Regeneração (PI), pertencente à Real Regeneração Agropecuária Ltda. A fazenda ocupa cerca de 20 mil hectares e cultiva soja, milho e outras culturas com estrutura de porte.
A Fazenda Chapada Grande foi adquirida em 2004 por empresários paulistas da família Junqueira, que trouxeram tecnologia, investimento e ambição de transformar uma região onde não havia tradição agrícola em produção de grande escala. Hoje sob a tutela e comando do empresário Tiago Junqueira, têm investido em mecanização, logística, uso de maquinário moderno e parcerias que extrapolam a operação local — fomentando ainda mais empregos e desenvolvimento.
O impacto econômico é crescente. Segundo estudos divulgados pela Secretaria de Estado, o setor agropecuário no Piauí registra um dos maiores índices de crescimento de empregos formais nos últimos anos, especialmente nos meses de pico (fevereiro, julho e setembro). A expansão agrícola melhora a arrecadação local, fortalece cadeias logísticas no interior e reduz a dependência exclusiva de grandes polos urbanos.
No balanço final, fica claro que a campanha publicitária tinha razão: o agro não é ultrapassado — é moderno, estratégico e, sobretudo, um vetor de transformação social. No Piauí, onde a produção antes era limitada ou dispersa, o agronegócio já floresce em Bom Jesus, no Médio Parnaíba e em Regeneração.
E ele não só planta alimentos; está plantando empregos, renda e esperança para gerações no campo.
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