
O vereador Petrus Evelyn criticou duramente a forma como a taxa de iluminação pública é cobrada em Teresina. Segundo ele, o valor é calculado como percentual do consumo de energia elétrica de cada residência, o que significa que quanto mais o cidadão utiliza seus eletrodomésticos, maior será a cobrança para custear a luz das ruas, um absurdo, visto que não existe qualquer retorno proporcional: a luz nos postes continua a mesma para todos.
Em suas redes sociais, Petrus Evelyn apresentou exemplos práticos: uma conta de R$ 987,97 gerou uma taxa de R$ 80,82, enquanto outra de R$ 244,40 resultou em cobrança de R$ 18,49. Para o parlamentar, essa metodologia não tem lógica, pois o custo de manter postes e lâmpadas é fixo e independe do consumo interno de cada família. É mais um caso em que, como em muitas situações no Brasil, quem mais usa e quem mais paga acaba sendo penalizado, enquanto os incentivos vão na direção oposta.
O vereador ressaltou que o problema se agrava durante o período do B-R-O-BRÓ, quando o calor extremo faz o consumo de energia disparar. Nessas situações, as famílias que usam ventiladores e ar-condicionado acabam pagando ainda mais pela iluminação pública, mesmo sem qualquer melhoria no serviço, reforçando a injustiça da cobrança.
Evelyn anunciou que pretende apresentar um projeto na Câmara Municipal de Teresina para mudar o modelo de cobrança. A proposta é adotar uma taxa fixa, baseada no custo real do serviço, garantindo maior transparência e proporcionalidade. “A iluminação pública precisa de uma cobrança justa, transparente e proporcional ao serviço prestado, não ao gasto particular de cada residência”, afirmou.
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