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Na China, até papel higiênico depende de anúncio no celular

Banheiros públicos adotam tecnologia para controlar desperdício e geram polêmica

19/09/2025 às 15h56 Atualizada em 21/09/2025 às 08h23
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Banheiros públicos na China estão chamando atenção do mundo por causa de uma novidade inusitada: para conseguir papel higiênico, o usuário precisa escanear um QR Code e assistir a um anúncio no celular. Em alguns casos, também é possível pagar uma pequena taxa, equivalente a R$ 0,40, para liberar apenas uma folha do insumo. A medida faz parte de um projeto nacional conhecido como “revolução dos banheiros”, que busca modernizar as instalações e reduzir o desperdício.

O sistema, que viralizou após vídeos circularem nas redes sociais, já é alvo de críticas. Usuários apontam que pessoas sem smartphone, com a bateria descarregada ou sem acesso a pagamentos digitais podem ficar sem papel higiênico em um momento de necessidade. Ainda assim, autoridades defendem a iniciativa como forma de evitar abusos, já que muitos retiravam quantidades exageradas quando o papel era oferecido de graça.

A ideia não surgiu agora. Em 2017, o governo chinês já havia instalado dispensadores de papel no histórico Templo do Céu, em Pequim, usando reconhecimento facial. O equipamento liberava tiras padronizadas de 60 centímetros e só permitia nova retirada após nove minutos. Dois anos depois, o intervalo foi ampliado para dez minutos. Agora, a aposta está no uso de anúncios e micropagamentos, substituindo a biometria pela interação direta com smartphones.

Além do controle do papel, a chamada “revolução dos banheiros” inclui reformas mais amplas: substituição de vasos sanitários de cócoras por modelos ocidentais, melhorias na higiene das instalações e até banheiros de gênero neutro, como o inaugurado em Xangai para reduzir filas. O movimento reflete a tentativa da China de melhorar a experiência dos turistas e oferecer condições mais adequadas em locais públicos.

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Douglas FerreiraHá 9 meses Teresina/PIMais capitalista do que isso, só mesmo na conchinchina... Kkkkkkkkkk
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