
O Governo do Ceará decretou, nesta quinta-feira (4), situação de emergência econômica em resposta ao aumento das tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos, que chegaram a elevar em até 50% os impostos sobre produtos brasileiros. Como cerca de metade das exportações do estado tem como destino o mercado norte-americano, o Ceará figura entre os mais prejudicados pela medida, afetando diretamente setores como siderurgia, agronegócio, calçados e alimentos.
Com o decreto, o Estado poderá utilizar recursos de uma reserva orçamentária específica para emergências, garantindo a execução de ações de apoio às empresas atingidas. Entre as medidas anunciadas estão a concessão de crédito de exportação, redução de encargos financeiros, compra direta de produtos que seriam exportados — como mel, pescados e castanha de caju — e a antecipação de créditos tributários. Parte desses itens adquiridos deve ser destinada a programas sociais, como a merenda escolar, beneficiando também a população local.
O impacto das tarifas já se reflete nos números da economia cearense. No primeiro semestre de 2025, as exportações para os Estados Unidos somaram mais de US$ 556 milhões, sendo quase metade oriunda da siderurgia, setor que representa 76% das vendas externas para o país. Estimativas da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) apontam que, caso o cenário persista, de 8 a 9 mil empregos podem ser perdidos em curto prazo, ampliando a preocupação com os efeitos sociais da crise.
Embora o governo estadual adote medidas emergenciais, especialistas alertam que a solução definitiva depende de negociações diplomáticas e da diversificação dos mercados compradores. A abertura de novos destinos para os produtos cearenses, no entanto, exige tempo e articulação internacional, enquanto os prejuízos já começam a ser sentidos. No curto prazo, a prioridade é evitar o fechamento de empresas e garantir a estabilidade econômica do estado frente ao chamado “tarifaço de Trump”.
CORTE DE GASTOS Tesouraço de Flávio Bolsonaro: o que o candidato pretende cortar e onde está o impacto da proposta
IBOVESPA E DÓLAR Flávio Bolsonaro mexe com o cenário econômico antes mesmo de chegar ao Planalto
ECONOMIA Ibovespa dispara e dólar cai após 1º turno: por que a vantagem de Flávio sobre Lula animou o mercado
ECONOMIA Gasolina volta a subir em Teresina; consumidor teme nova alta depois das eleições
CONTA DE LUZ Aneel confirma fim da cobrança adicional na conta de luz a partir de outubro
APOSTA ESPORTIVAS Governo barra bets e impõe prazo para retirada de plataformas do ar
DESENVOLVIMENTO Santa Catarina exibe força econômica, segurança e atração de novos moradores — e Jorginho Mello chega a 78% de aprovação
MALHA FINA Receita começa a liberar restituições da malha fina; veja como consultar
A GASTANÇA CONTINUA Lula e a conta salgada: R$ 3,2 milhões em hotéis para menos de 48 horas em Nova York Mín. 25° Máx. 42°